A estudante Isabella Araújo, de 16 anos, conta que sempre teve uma relação forte com os animais, o que a fez amá-los e querer protegê-los. Seu amor e preocupação são tamanhos que ela adotou três gatinhos, Adora, Blue e Lilith. Na semana passada, a cadelinha vira-lata Vênus passou a integrar essa grande família.
— Animais são seres muito sensitivos e trazem uma energia incrível para os lugares, além de ótimos companheiros. Faço o que posso para ajudar, mas ainda é pouco para a quantidade animais que não têm lar. Por isso acredito na importância da adoção: ela salva vidas tão importantes e que tanto sofrem nas ruas — afirma a jovem.
Na Ilha, é grande o esforço de grupos que se mobilizam para encontrar um lar para cães e gatos abandonados. Um deles é o Ajuda Animal Ilha, criado em 2013 com o objetivo de resgatar, cuidar, castrar e doar animais abandonados ou vítimas de maus-tratos na região. Hoje, o grupo reúne 40 voluntários que se revezam nos resgates, oferecendo um lar temporário, ajudando nas campanhas, levando ao veterinário…
— Adoção é mais do que um gesto de amor, é um gesto de humanidade, empatia. É se sensibilizar com a dor e o sofrimento de um ser inocente e querer fazer parte da solução. É salvar uma vida e depois perceber que ela que salvou a sua — derrete-se a coordenadora, Nathália Galeno.
Ela conta que o grupo não tem uma fonte de renda fixa e sobrevive com doações de simpatizantes da causa e da renda gerada por festinhas, bingos e rifas. Atualmente há cerca de 25 cães e 40 gatos à espera de um dono:
— Infelizmente a maioria das pessoas tem preconceito com os adultos, e eles ficam muito tempo aguardando um lar, o que é muito triste, pois temos animais extremamente amorosos e carentes que ficam longo tempo esperando e que precisam de uma família para ajudar a superar os traumas do passado.
Já o grupo Patinhas da Ilha é formado por 14 protetoras independentes que atuam no resgate de cães e gatos. Hoje são cerca de 110 animais em busca de um lar, sendo a maioria felinos.
— Em geral, as pessoas têm uma preferência por cães, animais que se expressam de uma forma mais enérgica. Os gatos tendem a ser mais serenos. Gostam de ficar no cantinho deles, mas também são muito amorosos e companheiros. Seria o mundo ideal se todo mundo adotasse pelo menos um cachorro e um gato — diz Nathalia Menezes, integrante do grupo.
Mais do que incentivar a adoção, o Patinhas levanta a bandeira da castração.
— Só doamos animais castrados. É uma medida muito importante, por ser uma forma de reduzir a ocorrência de novos abandonos. Torcemos por muitas adoções, mas que sejam conscientes e responsáveis — frisa a protetora.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior