Ele prefere não se intitular chef e justifica: “Para chegar a chef tem que ralar muito, sou cozinheiro”. Quem afirma é Chico Mascarenhas sócio-fundador do Guimas, na Gávea, ao lado de Priscilla Guimarães (e da mulher, Tintim Mascarenhas, morta em 2014). O estabelecimento nasceu em 1981, anos depois de uma temporada de Mascarenhas no exterior, trabalhando como fotógrafo.
— Percebi que precisava me reinventar, e então compramos um botequim. Mudamos a cara dele, fizemos uma reforma e o resultado é praticamente o que pode ser visto até hoje. Pouca coisa mudou desde então — explica o cozinheiro, que já tinha como hobby elaborar pratos para família e os amigos.
Apesar de não se assumir como chef — o cardápio da casa é comandado pelo chef Djaci Rodrigues, com consultoria da cunhada Claudia Mascarenhas —, a Chico cabe a responsabilidade de aprovar as receitas e, às vezes, desenvolver as suas próprias. O objetivo é transmitir um pouco de seu gosto ao Guimas.
— A casa não tem um estilo definido, não é só comida brasileira, portuguesa, italiana… É uma mistura de tudo o que gostamos. Eu dou pitacos, crio alguns pratos e assessoro o pessoal. No fim, todas as receitas acabam passando pelo aval da equipe. É um trabalho em conjunto — diz.
Para manter um restaurante aberto há quase quatro décadas, enfrentando períodos de crise, Mascarenhas faz uma aposta.
— O Guimas é baseado no nosso jeito, é um ambiente descontraído. Nós nunca fomos de pretensões. Já foram tantas receitas que passaram pela casa que nem lembro mais. Inventamos muita coisa, e nosso público também é parte dessa mistura. Eu gosto de pensar que já estamos recebendo a terceira geração de famílias que frequentaram o restaurante. Temos cliente fiéis — conta ele.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior