O projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava exigiu muito suor e criatividade até que as formas e os ângulos pouco convencionais se ajustassem, harmonicamente, ao sonho de criação do museu.
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Como foi o processo de criação do Museu do Amanhã?
Meu método de trabalho consiste em, por um lado, tentar entender, por meio de uma visita, o contexto e o lugar em que o projeto estará e ouvir o cliente e as pessoas que vão gerenciá-lo para ajudá-los a concretizar como ele será fisicamente. Por outro lado, tento extrair de mim mesmo uma visão que coincida com as informações recebidas e que seja, ao mesmo tempo, pessoal. É uma busca paciente, testando desenhos e formas.
Qual o espírito da arquitetura do museu?
Devido à natureza mutante das exposições, introduzimos uma estrutura arquetípica no interior do edifício, o que lhe dá uma simplicidade de entendimento e uma versatilidade funcional. Além da zona de exposições, pode abrigar congressos, já que conta com auditório, além de áreas administrativas e de pesquisa. A cafeteria foi pensada para funcionar de forma independente e servir a visitantes e não visitantes, transformando-se em ponto de encontro do público em geral, assim como jardins, reservatórios etc.
Com a abertura da Praça Mauá, em setembro, o lugar voltou a atrair cariocas. Acha que o museu completa esse cenário?
Ele nasce com grande vocação urbana. Desde o primeiro momento, sentimos que a nossa chegada poderia levar à melhoria da qualidade urbana. Os museus (o Amanhã e o MAR, que também fica na região) são catalisadores para a belíssima Praça Mauá, que voltou a respirar e tem recuperado sua plural vitalidade.
O que mais chama sua atenção na arquitetura do Rio?
Talvez seja a mais bela cidade do mundo pela simbiose entre arquitetura e entorno natural.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta junior