‘Até logo’ para o maior símbolo do Natal carioca

Uma despedida em grande estilo, com música em uma noite quente de verão, marcou o apagar das luzes da Árvore de Natal da Lagoa. Após um fim de semana de shows para celebrá-la, ela brilhou pela última vez às duas horas da madrugada desta segunda-feira. E, mesmo sendo motivo de congestionamentos na Zona Sul, a atração — que tinha voltado à paisagem depois de uma ausência de dois anos — ganhou novos fãs e atraiu cerca de 1,3 milhão de visitantes nesta temporada.

Para a próxima, a Riotur e a Dream Factory (empresa responsável pela árvore) afirmam que já existe um planejamento para remontá-la. Ainda falta, no entanto, uma confirmação de patrocinadores.

—A Árvore do Rio Petrobras cumpriu seu papel de mostrar caminhos para a cidade voltar a brilhar. É aberta a todos, gratuita, e une pessoas da cidade inteira, além de turistas —destacou Duda Magalhães, presidente da Dream Factory.

Se todo mundo queria uma foto da maior árvore flutuante do país, com 70 metros de altura, o casal de analistas de sistemas Juliana e Eduardo Alves não ficou para trás. Eles levaram o filho João Pedro, de 3 anos, para conhecer a atração. E não se arrependeram: o menino ficou fascinado, e os pais, radiantes.

— Somos moradores de Irajá e tínhamos tentado vir outras vezes, mas estava muito cheio. Hoje, conseguimos. É um programa barato para quem é da cidade e encantador para os turistas — afirmou Juliana.

Já a aposentada Solange Rodrigues, moradora da Lagoa, disse até relevar alguns transtornos causados no bairro:

— O trânsito piora sempre, mas não é nada muito ruim. Acho que vale pela alegria, pela beleza e pela evidência que o atrativo dá à Lagoa.

Reflexos na economia
Além de embelezar as noites do período natalino, a árvore gerou um impacto econômico de cerca de R$ 190 milhões e quase 4 mil empregos, segundo a Fundação Getulio Vargas. Na avaliação do presidente da Riotur, Marcelo Alves, ela ajudou a atrair turistas para o Rio antes mesmo do auge da temporada de verão:

— Estamos vivendo um bom momento no setor. Desde o início desta temporada, a ocupação nos hotéis da cidade está em 80%. Esse número chegou a 98% durante as festas de fim de ano. Então, estamos empenhados em tentar manter o projeto da árvore, porque entendemos que a imagem dela é uma grande vitrine internacional.

Alves também ressaltou que, com a recuperação da economia, muitas marcas podem voltar a vincular as suas imagens à cidade:

— O Rio tem vocação para grandes eventos. Quanto mais consciência nossa população tiver disso, mais voltaremos a gerar empregos para quem vive aqui.

A programação de despedida da árvore começou ainda na sexta-feira, com apresentações como a do DJ Marcelinho da Lua. Seguiu no sábado e, neste domingo, fechou com o bloco Fogo e Paixão.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior