Funcionários e alunos do Museu Nacional vão fazer nesta terça-feira, quando o incêndio que destruiu a instituição completa um mês, um abraço simbólico ao palácio destruído pelas chamas. E, ao redor dos destroços, poderão ter um pouco de esperança. Segundo o diretor do museu, Alexander Kellner, que já conseguiu entrar na área tomada pelas chamas, será possível recuperar parte do acervo.
— Consegui ver esperança. Não sou um cara otimista, mas se conseguirmos trabalhar rápido, vai dar para recuperar muita coisa — disse Kellner ontem ao GLOBO.
Segundo o diretor do museu, técnicos da instituição vão entrar no prédio antes do fim do trabalho de escoramento do imóvel, que começou no último dia 21 e está ainda em andamento. Serão usadas técnicas de arqueologia e paleontologia para tentar recuperar peças ou fragmentos que estejam sob os escombros:
— À medida que a área for sendo isolada, vamos entrando para fazer esse trabalho de recuperação do acervo.
O contrato assinado entre a UFRJ e a Concrejato no dia 21 de setembro (após a liberação de R$ 8,9 milhões pelo Ministério da Educação) para obras emergenciais tem prazo de 180 dias e inclui, além do escoramento do imóvel, a instalação de um teto para proteger o espaço do museu. Depois desse prazo, diz Kellner, será preciso lutar por mais recursos:
— Esse dinheiro dá apenas, única e exclusivamente, para escorar as paredes, colocar um teto provisório e retirar o entulho. É fundamental que o Brasil trabalhe para recompor o museu o quanto antes. Isso somente irá para a frente se a gente conseguir uma dotação orçamentária para a reconstrução do Museu Nacional — disse o diretor, acrescentando: — Com vontade política, podemos podemos estimar ter ter um local, com teto decente, talvez uma salinha, em três anos.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior