Manifestantes se reúnem na Cinelândia em defesa do Museu Nacional

Manifestantes estão reunidos, desde as 16h30m desta segunda-feira na Cinelândia, no Centro do Rio, num protesto em defesa do Museu Nacional. Uma multidão, a maioria estudantes, de várias universidades, saiu em marcha em direção à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). No ato, lideranças estudantis, alunos de diferentes universidades e profissionais da educação cobraram mais investimentos nas instituições públicas de ensino, na ciência e na tecnologia. Durante os discursos, foram lembrados outros incêndios recentes, como o do alojamento da UFRJ.

Um dos alvos do protesto também foi a PEC que congelou os gastos em setores como a educação. Foi lembrado ainda a ocupação do Palácio Gustavo Capanema, com denúncias de abandono no prédio tombado.

O ato foi marcado pelas redes sociais e batizado de “Luto pelo Museu Nacional! Em defesa da universidade Pública!”. Os organizadores ressaltam que este foi o terceiro incêndio num imóvel sob responsabiliadde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por volta das 17h30m houve um princípio de confusão, mas a situação já foi controlada.

Motoristas que circulam pela região devem ficar atentos. Algumas vias estão bloqueadas e provocam lentidão no trânsito. A Rua Evaristo da Veiga está fechada, e o desvio está sendo feito pela Rua México. O protesto também provocou alterações na circulação do VLT: a Linha 1 está operando, temporariamente, entre Parada dos Museus e Praia Formosa. A Linha 2 segue com operação normal em todo trecho.

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MANIFESTAÇÃO NA QUINTA DA BOA VISTA

Mais cedo, manifestantes que tentavam se aproximar do Museu Nacional, que sofreu um incêndio de grandes proporções, e guardas municipais entraram em confronto no início da tarde. O grupo tentava entrar por um dos acessos à Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, forçando os portões. Os guardar jogaram spray de pimenta e bombas de efeito moral contra o grupo. Depois de forçarem e serem momentaneamente impedidos, eles conseguiram entrar e caminharam pela aléia principal, em direção ao museu. Ao chegarem, os manifestantes promoveram um “abraçaço” ao redor do prédio.

O incêndio que destruiu por completo o bicentenário Museu Nacional, na noite de domingo, transformou em cinzas parte de um acervo histórico da instituição científica e museu mais antigos do país. A sua coleção de 20 milhões de itens abarcava do Brasil pré-Histórico ao período monárquico, além de artefatos de diversas culturas do mundo.

Desde o fim da manhã desta segunda, agentes da Defesa Civil estão no Museu Nacional para fazer uma avaliação sobre as condições da estrutura do prédio. O incêndio foi controlado durante a madrugada, após os bombeiros iniciarem trabalho de rescaldo às 3h. Ao todo, 80 militares de 12 quartéis do Rio e 21 viaturas participaram do combate às chamas.

O fogo teve início por volta das 19h deste domingo. As partes laterais e a de trás do museu foram as que mais demoraram a ter as chamas contidas. Houve alguns desabamentos internos. A assessoria do museu disse que ainda não está claro o que deu início ao incêndio. O Corpo de Bombeiros também não trabalha ainda com nenhuma hipótese sobre as causas. Somente após os primeiros resultados da perícia é que isso poderá ser respondido.

Fonte: O Globo
postado por: Raul Motta Junior