Festas de flashback na llha combinam boas músicas e nostalgia

Você se lembra de clássicos como “Strangelove”, do Depeche Mode; “Blue Savannah”, da banda Erasure, e “What is love?”, do cantor Haddaway? Se sua resposta é sim para todas as alternativas anteriores, então você tem grandes chances de ser um apreciador das chamadas festas de flashback. Febre em toda a cidade, elas trazem de volta canções que embalaram diferentes gerações e também já contagiaram a Ilha. Um dos lugares onde fazem sucesso é a Associação Atlética Portuguesa, que lhes garantiu espaço permanente na programação. Há um ano, as festas acontecem a cada dois ou três meses.
— Atraímos um público de cerca de três mil pessoas. O sucesso foi tanto que acabamos reeditando uma festa dos anos 1990 que era realizada no clube, a Patin House, com pista de patinação e música da época. Elas pararam em 2002 e agora voltaram com força total. Fazemos até edições temáticas: houve uma de Halloween, por exemplo — conta Marcelo Barros, vice-presidente administrativo da Portuguesa.

A próxima edição da Patin House já tem data marcada. Será em 19 de outubro com ninguém menos do que a banda Double You, ícone dos anos 1990 e dona de clássicos como “Looking at my girl” e “Please dont’go”:

— Já está tudo certo, as passagens de avião dos integrantes está comprada. Nossa expectativa de público é de cinco mil pessoas. Além do público da Ilha, costumam frequentar as festas pessoas que vêm de Madureira, Bangu e vários outros lugares da cidade.

DJ e produtor das festas da Portuguesa, Alexandre Sampaio diz que o sucesso dos flashbacks se deve à carência de diversão para o público entre 35 e 55 anos.

— A gente, que sempre frequentou a noite, não quer deixar de frequentar só porque está ficando mais velho. Mas quer ouvir uma música diferente de funk, pagode e sertanejo. E os hits dos anos 70, 80 e 90 ainda estão muito recentes na nossa lembrança — conta ele, que desde 2012 se dedica ao segmento.

Sampaio diz que um dos segredos para manter a fidelidade do público de uma festa desse tipo é fazer um intervalo relativamente longo entre uma edição e outra. Dessa forma, afirma, gera-se expectativa em torno do encontro seguinte. Tocando discos de vinil originais, Sampaio afirma que nenhuma festa de flashback é igual à outra, mas alguns clássicos não podem faltar, como hits de Corona, The Smiths e Simple Minds.

— O repertório é vasto e tem muita música boa para ser tocada. Cada festa é uma festa — observa.

Na Ilha, outros lugares que realizam festas no estilo flashback são o Esporte Clube Cocotá e o Jequiá Iate Clube, que divulgam suas programações pelas suas redes sociais.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior