Quitutes das ruas vão ganhar o lugar mais alto do pódio no MAM

Que tal comer um acarajé, experimentar um yakisoba, saborear um pastel e encerrar com um brigadeiro e um pão de queijo doce? Tudo isso acompanhado de uma caipirinha especial e de atrações artísticas. Difícil vai ser resistir à tentação e não cair de boca em cima de outros quitutes feitos por 19 chefs ambulantes, que participarão da segunda edição do Gastronomia de Rua. O festival, que vai acontecer nos dias 9 e 10 de abril, sábado e domingo próximos, no Museu de Arte Moderna (MAM), abrirá a programação cultural do Jogos Olímpicos.

Curador da programação gastronômica, Sérgio Bloch espera um público de duas a três mil pessoas por dia no evento, realizado pela Celebra com produção da Abbas Filmes. O festival tem ainda patrocínio do Sistema Fecomércio RJ e apoio dos jornais O GLOBO e “Extra”. No sábado, vai acontecer das 13h às 21h. No domingo, começa mais cedo, às 11h, e vai até as 20h.

— O grande diferencial do festival este ano é que, ao abrir a programação cultural das Olimpíadas, a gastronomia é reconhecida como patrimônio cultural da cidade — destaca Bloch, que se dedica ao tema e já lançou filme e livro sobre ele.

A entrada é gratuita. Entre as atrações culturais estão intervenções teatrais com os grupos Etc e Tal e Barracão da Poti, shows dos grupos El Miraculoso Samba Jazz e Noites do Norte e apresentações dos DJs Marcelinho da Lua e João Brasil.

Diretora de cultura do Comitê Rio 2016, Carla Camurati explica a escolha do evento para dar o pontapé inicial na programação oficial olímpica:

— O programa de cultura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos tem um recorte especial, focado na rua, no que acontece nela. A ideia é levar a cultura para a rua, como anfitriã dos Jogos, garantindo a diversão de todos.

A soteropolitana Teresa Cristina Carneiro, do famoso Acarajé da Nega Teresa, aprendeu com a mãe os segredos da culinária baiana. Teresa, de 49 anos, já foi modelo e atleta profissional. Mas há 25 anos — 15 deles em Santa Teresa, no Rio — largou tudo para se dedicar à cozinha.

— Faço acarajé tradicional, como se fazia antigamente. O feijão é moído na mão. Não compro massa pronta. O meu acarajé tem muito carinho, muito amor e muito trabalho — diz a ambulante, que, além do acarajé (R$ 15), oferecerá em sua barraca abará (R$ 15), cuscus, bolo de aipim e cocada (R$ 5, cada).

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DE DAR ÁGUA NA BOCA

A receita da massa de seu pão de queijo em forma de hambúrguer, Antônio Carlos Vieira da Costa mantém em segredo. Sobre uma base mineira, ele deu um toque especial à iguaria, que tem recheios salgados e doces. No festival, quem bater ponto na barraca do Pão de Queijo do Carlinhos terá as opções frango e chester defumado, ambos com catupiry (R$ 8 cada), além de chocolate e doce de leite (R$ 6 cada).

— O meu pão de queijo é uma refeição. Mas tem quem coma mais de um — conta Carlinhos, que faz e vende pão de queijo há 30 anos, 23 deles numa praça em Bangu.

A diversidade da gastronomia de rua carioca estará representada ainda por nomes que batem ponto em outros locais da cidade, como a Pedra do Sal (Angu da Lucinha, vendido a R$ 10), Laranjeiras (Caipirinha do Luizinho, a partir de R$ 14) e Ilha do Governador (Tacacá da Rose, à venda por R$ 20). As delícias dos chefs ambulantes da orla também não vão faltar, como a Esfiha do Marquinhos (R$ 5), sempre presente na Praia do Pepê, e o Sucolé do Claudinho (a partir de R$ 6), queridinho nas areias de Ipanema e do Leblon.

Fonte: O Globo
Foto: Rafael Moraes/14.12.2014
Postado por: Raul Motta Junior