Espie a foto ao lado. Você já deve ter experimentado ao menos uma provinha dos biscoitos dos irmãos Luiz Carlos e Márcio Dieke. Há 38 anos nas ruas de Icaraí, eles são conhecidos não só por vender, mas também por preparar os biscoitos. O que pouca gente sabe é que a receita vem do berço: é criação da mãe deles, dona Ingeborg, uma senhora divertida, neta de austríacos — daí o nome.
E já que hoje é Dia das Mães, ela merece falar primeiro: “Uns 50 anos atrás, eu e minha mãe saíamos por São Francisco inteiro, batendo de casa em casa. Tempos depois, resolvi variar a receita, que é essa que meus filhos vendem. E sempre sem usar conservantes!”.
O que mudou também foi a forma de vender os biscoitos. Luiz e Márcio, ainda adolescentes, montavam uma pequena banca nas ruas de Icaraí. Mas a fiscalização aumentou. Luiz conseguiu licença para ter uma barraca na esquina da Gavião Peixoto com Pereira da Silva, onde está há duas décadas.
Márcio tentou o mesmo. Inúmeras vezes, em diferentes governos. Nunca teve sucesso. “Sem licença, eu quase me escondo no fim da Moreira César e só começo a vender no fim da tarde”, lamenta o caçula, que, de tanta clientela que tem, deveria não só conseguir a legalização, como virar patrimônio da cidade, ao lado do irmão.
Mas o assunto é biscoito. E metade das vendas ainda é do tradicional, o popular amanteigado. “Hoje em dia temos muitos sabores. De aveia, de ovomaltine, de milho, goiabinha… A gente sempre testa receitas novas. O de castanha é um sucesso, mas é caro de produzir e não dá para fazer tanto”, explica Luiz.
Nos últimos anos, a massa também diversificou. “Pode ser integral, de tapioca ou sem glúten, que tem saído cada vez mais”, completa Luiz, que prepara os biscoitos em sua casa em Itaipu, enquanto o irmão produz os dele em Pendotiba, onde mora com a mãe. Está explicado por que alguns sabores só um ou outro tem.
Fonte: O Globo
Foto: Divulgação
Postado por: Raul Motta Junior