A paixão pelo fundo do mar atrai um número cada vez maior de adeptos do mergulho a cursos oferecidos na cidade. Seja apenas para os chamados batismos de cilindro ou para quem busca uma certificação internacional a fim de praticar o esporte, o que move essa turma é o desejo de vivenciar a paz e os encantos que a vida submarina proporciona.
Promovendo um roteiro submerso que começa em Niterói e passa pelo Rio e por Maricá, a Escola Diving Club Niterói criou, este ano, o passaporte de mergulho, com incursões às ilhas Pai, Mãe e Filha, Cagarras, Rasa, Redonda, Tijucas e Maricás.
— A ideia do passaporte é promover o mergulho na nossa região. O mergulho traz muita paz e promove a união familiar. As pessoas nos procuram para praticar o esporte em família. Recebemos casais, pais e filhos. Outra demanda é a de interessados em fazer o curso pensando em se profissionalizar e trabalhar fora do país — detalha Sebastião Mariani, conhecido como Mineiro, que desde 1988 forma novos adeptos do esporte.
Escola tem projeto para retirar lixo do mar
Aluna de Mineiro há sete anos, Ana Carolina Lisboa fez o curso básico, apaixonou-se pelo esporte e continuou no avançado. Hoje, ela trabalha como monitora, ajudando no batismo dos novatos, e já está terminando o curso de instrutora:
— Mergulhar é como meditar. É relaxante, escutamos nossa respiração. Já viajei com a turma do Mineiro para Noronha e para o Caribe e vi que é fácil arrumar um trabalho fora.
Em Itaipu, na Escola Tempo de Fundo, o professor Adriano Peregrino dá aulas de mergulho amador, também com certificação internacional. E promove o projeto Pescando Limpo, retirando redes de pesca e outros detritos do fundo do mar. Apesar de levar seus alunos apenas para o alto-mar, nas águas mais límpidas, como no entorno da Ilha Mãe e nas Ilhas Maricás, revela que adora mergulhar nas águas da Baía de Guanabara:
— Eu adoro mergulhar lá. Tem uma diversidade muito rica. Pena que seja malcuidada.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Fonte: Fábio Guimarães / Fábio Guimarães