Um dos grandes nomes da história do vôlei de praia feminino no Brasil, a ex-jogadora Adriana Samuel enfrenta agora novo desafio no esporte que a consagrou, desta vez fora das quadras: expandir as atividades da escolinha que atende 80 crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos no bairro de Deodoro, o mesmo que, nos Jogos Olímpicos do Rio, recebeu competições de modalidades como rúgbi, pentatlo moderno, hipismo, hóquei na grama e tiro esportivo.
Variedade. Crianças têm contato com vegetais da horta comunitária da Praça Edmundo Rêgo: há cerca de 46 espécies, entre frutas, ervas, hortaliças, legumes e verdurasHorta Comunitária do Grajaú tem financiamento na web para crescer
LEIA MAIS: Adriana Samuel expande as atividades de sua escolinha de vôlei para Sampaio
Se nos anos 1990 a atleta foi uma das embaixadoras da modalidade no país, a medalhista de prata na Olimpíada de Atlanta, em 1996, e de bronze, nos Jogos de Sydney, em 2000, hoje tem como maior objetivo fazer com que o projeto social, inaugurado no bairro em 2014, amplie as atividades oferecidas para além das aulas nas areias do Piscinão de Deodoro. Adriana quer ainda incrementar as visitas a exposições e passeios para eventos esportivos, como os jogos da seleção brasileira de vôlei, iniciados no ano passado.
A escolinha que leva o nome da ex-atleta representa para Adriana a medalha de ouro que não veio dentro das quadras. O projeto, que na unidade de Deodoro é fruto de uma parceria entre a ex-jogadora e a Brasilcap, teve seu primeiro núcleo inaugurado em 2004, em Copacabana, e conta ainda com uma unidade na Vila Olímpica do Sampaio, também na Zona Norte.
— Mais difícil do que criar um projeto social é mantê-lo por tanto tempo. Essa é a medalha de ouro que não conquistei jogando. Só tenho a agradecer à minha equipe e aos meus parceiros. Conseguimos criar oportunidades para essas crianças e transformar a vida delas — afirma.
Para chegar ao núcleo da escolinha, Adriana utiliza os trens do ramal Deodoro. Ela explica que a expansão das aulas para outras regiões da cidade fora da Zona Sul era um desejo antigo, e avalia que, com a reinauguração do Parque Olímpico, o interesse de crianças e jovens da região pelo esporte tenda a crescer nos próximos anos.
— O piscinão foi a escolha ideal por contemplar uma região carente de serviços, que hoje conta com um projeto de inclusão social voltado para a cidadania e o esporte — frisa.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Divulgação