Uma foto que viralizou no Facebook no mês passado parabenizava o guarda municipal Fortes pela gentileza na maneira de tratar os cidadãos. Os elogios eram destinados a Erik Fortes, de 57 anos, agente da Guarda Municipal desde a sua criação, em 1993. Lotado há seis meses no Hospital Lourenço Jorge e na Maternidade Leila Diniz, na Barra, o agente já é conhecido na região pelo pronto atendimento a quem necessita. E não só no que se refere à segurança pública.
Quem chega a um destes centros de saúde e tem a sorte de encontrá-lo pode estar certo de que o primeiro acolhimento será excepcional. O agente sempre se oferece para ir buscar uma cadeira de rodas dentro dos hospitais e até consola acompanhantes enquanto eles esperam atendimento para seus parentes ou amigos. O que para ele faz parte da rotina em muitos casos ajuda a amenizar a dor de quem está procurando auxílio médico.
— Para conversar com quem está chegando desesperado é preciso ter muita lábia. Muitos familiares chegam aqui após uma operação policial, procurando um parente que foi baleado. Você tem que ter calma e entender o que a pessoa está sentindo para tentar acalmá-la — ensina Fortes.
A postagem que viralizou foi feita por Eduardo de Paula. Ele trabalha em frente ao Lourenço Jorge e observou, da janela da sua sala, a acolhida atenciosa que Fortes oferecia a quem chega ao Lourenço Jorge. Emocionado, decidiu ir até o guarda e tirar uma foto com ele. Nos comentários da publicação, outras pessoas passaram a contar episódios em que foram ajudados pelo agente. Valéria Matos foi uma delas.
— Fiz questão de falar sobre o guarda porque essa não é uma atitude comum. Eu estava acompanhando a minha mãe e estacionei em um local reservado a idosos, mas não tinha o cartão, que é obrigatório e eu não sabia. Em vez de me multar, ele me explicou como fazer para emitir o cartão — conta.
Sabendo que faz um trabalho malvisto e mal interpretado por parte da população, Fortes aposta na conscientização dos cidadãos para contornar problemas.
— Quando você presta um bom serviço, a população demonstra carinho por você. É claro que muitos não entendem nosso trabalho e nos tratam de forma ríspida, mas no dia a dia você aprende a lidar com essas situações. Às vezes não tem como não multar. Mas, se eu oriento também, a pessoa tende a não repetir a infração — diz.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior