Depois de uma década, o Observatório Pesqueiro da Baía de Guanabara, que será construído na Ilha Seca, deve finalmente sair do papel, no segundo semestre deste ano.
Protocolado junto aos órgãos federais em 2006, o projeto tem o objetivo de solucionar vários problemas da Baía de Guanabara e do setor pesqueiro, inclusive contando com uma escola de pesca.
– O observatório trará benefícios efetivos para a melhoria da saúde ambiental da Baía de Guanabara, contribuindo para a revitalização integrada desse importante ecossistema. Será também uma oportunidade de trabalho e de renda para os pescadores e suas famílias, além de promover o desenvolvimento econômico e social da Ilha do Governador – avalia Alex Sandro, presidente da Associação de Pescadores Livres de Tubiacanga (Apelt), órgão que propôs o projeto.
De acordo com Sérgio Ricardo, fundador do Movimento Baía Viva, que apoia a criação do observatório, serão muitos os benefícios para a Baía de Guanabara.
– Entre as melhorias estão a utilização de grandes tanques existentes na Ilha Seca para promover o repovoamento das águas da baía com espécies marinhas. Isso vai garantir a manutenção de sua rica biodiversidade – diz.
De acordo com Ricardo, hoje o estoque pesqueiro da baía está ameaçado pela poluição.
– Também queremos implantar um centro de pesquisa e de monitoramento ambiental em parceria com universidades – diz o ecologista.
Ele afirma que o projeto pretende apoiar o desenvolvimento da economia solidária.
– Parte da produção dos tanques será comercializada nos restaurantes do Polo Gastronômico da Ribeira, além de melhorar a segurança alimentar e nutricional das comunidades pesqueiras – completa.
A escola de pesca é outro ponto importante da construção do observatório.
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– O objetivo é fomentar a capacitação e a requalificação dos pescadores artesanais e seus familiares através do ensino técnico profissionalizante. Inicialmente serão oito cursos: pesca artesanal e aquicultura; gastronomia e culinária de frutos do mar; carpintaria naval básica; mecânica naval básica; e ensino profissional marítimo I, II, III e IV – detalha Alex Sandro.
O observatório, segundo ele, também permitirá a implantação de um polo de ecoturismo, com visitas guiadas à ilha, caminhadas ecológicas e plantio de mudas da Mata Atlântica, que ajudariam na recuperação das áreas degradadas.
– Haveria ainda um restaurante flutuante com gastronomia especializada em frutos do mar – finaliza Sandro.
Fonte: O Globo
Foto: José Pedro Monteiro / Agência O Globo
Postado por: Raul Motta Junior