Uma das maiores áreas de lazer da cidade, o Parque do Flamengo sofre com o abandono de animais que hoje dominam espaços do aterro destinados às crianças. Em meio aos brinquedos, às árvores e aos carros, vivem dezenas de gatos em abrigos improvisados, em sua maioria sem condições ideais de segurança e higiene.
Os gatos estão hoje sob responsabilidade de duas cuidadoras oficiais, que garantem medicação e alimentação. Segundo a prefeitura, eles são acompanhados por meio do programa “Meu amigo comunitário!”, que conta com profissionais para garantir vacinação e castração aos animais, além de fazer cadastro e manter acompanhamento rotineiro da colônia.
O aumento no número de abandonos, contudo, dificulta o controle e a manutenção do espaço que, apesar de esforços de voluntários, podem apresentar riscos à saúde tanto dos bichos quanto dos frequentadores.
Para a presidente da Associação de Moradores do Flamengo, Isabel Franklin, é necessário mais apoio da Subsecretaria do Bem Estar Animal (Subem) para que os bichos recebam adequadamente os cuidados necessários e possam futuramente ser adotados ou levados para a Fazenda Modelo, em Guaratiba.
— Esses gatos não podem permanecer assim. Eles ficam no meio dos brinquedos das crianças, que vão mexer na areia, na terra, e aí podem achar fezes de gato, por exemplo — diz.
A Subem informou que os gatos que vivem em colônias comunitárias são protegidos pela Lei Municipal Nº 6435, que estabelece normas de proteção aos animais, e não podem ser realocados.
— Essa transferência em massa pode acarretar diversos danos a eles, e um animal que vive em colônia tem especificidades delicadas, que precisam ser respeitadas — informou a porta-voz da Secretaria, Gabriela Wagner.
Uma das demandas da associação é a instalação de câmeras de segurança em pontos chave do parque. O objetivo é, em conjunto com um trabalho de conscientização, coibir o abandono dos animais e os maus-tratos.
A expectativa é que a presença das câmeras também possa contribuir para uma melhoria da segurança do parque como um todo. O maior desafio é a redução do índice de criminalidade, como ações de roubo. Mas o lugar também é alvo de vandalismo.
O trabalho é atualmente realizado pela Operação Segurança Presente, que conta diariamente com 70 agentes na região, entre 6h30m e 22h, incluindo feriados e fins de semana. A Guarda Municipal também realiza rondas de patrulha rotineiramente.
Em nota, o Aterro Presente informa que “o policiamento é dinâmico, com policiais militares e agentes civis patrulhando a pé, com motocicletas e carros baseadas em locais estratégicos, avaliados de acordo com a mancha criminal”.
A meta é reduzir os crimes da área em até 30%, dentro de um ano.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior