A Prefeitura do Rio vai gastar, nos próximos meses, R$ 8 milhões em reformas no Sambódromo.
O anúncio, nesta quarta-feira (13), veio um dia depois de o governador Wilson Witzel afirmar que estava sendo “enrolado” na cessão do Sambódromo ao estado.
Em entrevista ao Blog, o presidente da Riotur, Marcelo Alves, afirmou que serão revistas a estrutura das arquibancadas e a parte elétrica. Também serão trocados os equipamentos contra incêndio.
O Diário Oficial desta quarta traz um despacho de Alves que autoriza a Riourbe a gastar R$ 3 milhões para a “execução das obras de recuperação estrutural na Passarela do Samba”.
O documento libera para já R$ 500 mil — o resto dos R$ 3 milhões será empenhado no ano que vem.
Alves explicou que caberá à Rioluz a revisão dos quadros elétricos e fiação. Já a Riotur ficará com a proteção contra incêndios. Essas duas etapas vão consumir os outros R$ 5 milhões.
Queixa de Witzel
Na terça, Witzel subiu o tom nas críticas à demora para a transferência do Sambódromo da prefeitura para o estado.
“É impressionante você querer ajudar e quem precisa ser ajudado não querer receber ajuda. Estou desde o último dia do carnaval dizendo que o Sambódromo precisa receber obras – e eu reafirmo. Não é apenas a gestão que está aí. Pegue as gestões anteriores e você vai ver o descaso com um equipamento que é tão importante para a cultura do nosso povo. Desde o início do ano, eu estou sendo enrolado – essa é a verdade”, afirmou.
O governador chegou a considerar desapropriação, mas descartou a ideia. Witzel se eximiu de responsabilidades caso ocorra algum acidente durante o desfile no Sambódromo em 2020.
“Quero deixar bem claro que, se alguma coisa der errado no Carnaval, a responsabilidade não é minha. Eu estou tentando ajudar. Agora, eu não posso passar por cima do que diz o ordenamento jurídico, não posso tomar o Sambódromo na mão-grande. Não posso fazer o que já tentou se fazer. Olha o resultado: quebrar praça de pedágio, mandar pessoas quebrarem cancelas. Não é assim que se resolve”.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior