O troféu Atabaque de Ouro, considerado o Oscar da Curimba, realiza a sua 14ª edição, no próximo domingo, dia 23, na quadra da Grande Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os organizadores reclamam que não tiveram apoio da prefeitura do Rio e esse é um dos motivos para a mudança de local. No ano passado, segundo a organização da premiação, a Secretaria municipal de Cultura tinha liberado R$ 8 mil, em dinheiro, e prometeu chegar a R$ 15 mil esse ano. Mas, a dez dias do evento teria informado que só poderia ajudar apenas com material gráfico.
A oferta foi recusada porque, segundo a organização, não fazia sentido imprimir material gráfico faltando tão pouco tempo para o evento, que estava programado inicialmente para ser realizado pelo segundo ano consecutivo na escola de samba Tradição, em Campinho, cuja quadra está em obras. Esse foi outro complicador, porque a organização cogitava manter o prêmio naquele espaço, mesmo que para isso tivesse de redimensioná-lo, para se adequar às dificuldades financeiras. Sem tempo hábil nem dinheiro para alugar outro local, optou-se pela Grande Rio, que cedeu a quadra gratuitamente. A ajuda da prefeitura do Rio, poderia manter o evento na cidade.
A premiação surgida no Rio há 14 anos passou mais da metade desse tempo sendo realizada na Baixada Fluminense. O troféu voltou a ser entregue no Rio no ano passado.Segundo a organizaçao, a dificuldade de apoio não ocorre só no Rio. Grupos do Amapá e de Brasília, por exemplo, ficarão de fora da premiação porque não conseguiram ajuda dos governos locais, como passagem e hospedagem, para vir ao Rio. Com isso, o evento contará apenas com a participação de 16 concorrentes de São Paulo, Paraná, Mato Grasso e Goiás, além do Rio, sendo que a maioria está custeando a viagem com recursos próprios. Haverá ainda participação de 40 expositores.
O Atabaque de Ouro premiará os vencedores dos festivais regionais de curimba realizados em 2017. Serão distribuídos troféus em diversas categorias, como revelação, melhor intérprete, melhor letra, voz veterana, melhor coreografia, melhor figurino, melhor festival e o campeão dos campeões, que premia o melhor entre os melhores. Ricardo de Ogum, de Quintino, no Rio, ficou com o prêmio no ano passado. Na ocasião, o evento levou 2 mil pessoas à quadra da Tradição. A expectativa para esse ano é atrair um público ainda maior: 2.500.
— O festival só sai do Rio por falta de apoio e infraestrutura. O evento nasceu na cidade e peregrina em busca de apoio — reclamou Marcelo Fritz, um dos organizadores, que disse manter uma boa parceria com a Grande Rio, onde o evento já foi realizado no passado, e dessa vez pediu apenas que a organização custeasse a segurança e limpeza.
A Secretaria municipal de Cultura foi procurada, mas ainda não respondeu.
Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior