O Uber lançou nesta quinta-feira a ferramenta U-Elas, que vai permitir que as mulheres que trabalham com o aplicativo tenham a opção de só aceitar pedidos de corrida feitos por passageiras. Inicialmente disponível em Campinas, Curitiba e Fortaleza, a novidade tem chegada ao Rio prevista para 2020.
A empresa preferiu testar a ideia em cidades com menor número de habitantes antes de implantá-la no Rio. De acordo com representantes da companhia, as mulheres representam hoje apenas 6% dos motoristas do aplicativo no Brasil:
– Os motivos são os mais diversos, desde a falta de conhecimento sobre o que é preciso para se cadastrar, passando pela falta de visibilidade sobre os ganhos potenciais e até os desafios de segurança que a nossa sociedade impõe – afirma Claudia Woods, diretora geral da Uber no Brasil, em nota divulgada no site da empresa.
O objetivo da novidade é aumentar o número de condutoras que trabalham com Uber.
– Esperamos que esse seja um primeiro passo para que, no futuro, tenhamos um número suficiente de mulheres dirigindo com a plataforma para também oferecer essa opção para usuárias mulheres com a mesma eficiência que é marca registrada da Uber – diz Claudia na nota.
Outros aplicativos já oferecem serviços parecidos com o U-Elas às interessadas. Um deles é o Lady Driver, criado em 2017. Voltado para o público feminino, ele conta com uma rede de motoristas formada apenas por mulheres. O serviço está disponível no Rio. Já o FemiTaxi reúne taxistas mulheres e tem mais de 50 mil usuárias em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo.
Relembre a história dos aplicativos de transporte no Rio
Maio de 2014: Rio é a primeira cidade do país a contar com Uber, que inicia operações dias antes do começo da Copa do Mundo.
Junho de 2015: com confusões frequentes entre taxistas e motoristas de aplicativos, prefeitura não regulamenta serviço de carona remunerada por considerá-lo ilegal.
Julho de 2016: estimativas apontam que Uber tem frota de aproximadamente 10 mil veículos na cidade, que contava com 33 mil táxis.
Agosto de 2016: Cabify inicia operações no Rio.
Março de 2017: aplicativo 99POP chega ao Rio, com 2 mil motoristas cadastrados.
Novembro de 2017: prefeitura lança Táxi.Rio, aplicativo que oferece corridas com desconto nos amarelinhos.
Março de 2018: Crivella anuncia regulamentação de serviços de caronas remuneradas, com cobrança de taxas e repasse do valor arrecadado a sistema de táxis do município.
Abril de 2018: estimativa da prefeitura indica que Rio tem 150 mil motoristas que trabalham com aplicativos.
Agosto de 2019: Secretaria Municipal de Fazenda afirma ter arrecadado R$ 31 milhões de abril de 2018 a março de 2019 com cobrança de Imposto Sobre Serviço de empresas de aplicativo de transportes, em documento obtido pelo GLOBO. Entretanto, taxa só seria paga pelo Uber até aquele momento.
Agosto de 2019: aplicativos transportam 750 mil passageiros na cidade, contra 233 mil levados por táxis – de acordo com estudo do Núcleo de Pesquisas em Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ.
Agosto de 2019: prefeitura cria código disciplinar para motoristas de aplicativos, que proíbe acesso a corredores de tráfego (como as faixas de BRS), impede a criação de bolsões de veículos nas ruas e a exibição de publicidade nos veículos – entre outras regras.
Setembro de 2019: projeto aprovado na Alerj obriga os aplicativos de transporte a oferecerem o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) por telefone que funcione 24 horas por dia. Texto depende de aprovação de Witzel para entrar em vigor.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior