O corredor BRT Transbrasil, que ligará Deodoro ao Centro pela Avenida Brasil, estava previsto para ser entregue até as Olimpíadas. No entanto, a obra foi paralisada em agosto de 2016 e só foi retomada em abril deste ano. As obras que recomeçaram no mês passado são referentes ao trajeto que liga Deodoro a passarela 2 da Avenida Brasil, na altura do Caju, único trecho que já foi licitado.
A previsão de conclusão dessa extensão é para junho de 2018. A via terá 28 km de extensão. Estima-se que 11,5 km já estejam prontos. A gestão de Eduardo Paes não licitou o trecho Caju-Centro, que não tem previsão de quando ficará pronto. Mesmo assim, a construção das estações também será retomada, mas só serão usadas pelos ônibus articulados quando todo o sistema ficar pronto, de Deodoro ao Centro.
A gestão anterior, em meio a disputas judiciais com empreiteiras, reviu prazos e projetos da via. Um dos impasses que levou ao atraso da retomada da obra foi que o contrato sofreu reajustamento de 10,72%. O valor de investimento, inicialmente previsto em R$ 1,4 bilhão, agora é de R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1 bilhão recurso federal, financiados pela Caixa Econômica Federal, através do PAC da Mobilidade, e o restante contrapartida da Prefeitura. Aproximadamente 55% desse valor já foi quitado.
A pista está sendo feita com concreto especial, por onde passará o BRT. Por ali, também foram feitas obras de drenagem para conter os alagamentos em dias de chuva. A previsão é de que sejam implantados 20 quilômetros de galerias pluviais, ao longo da Avenida Brasil, dobrando a capacidade de captação de água na via.
De acordo com relatório emitido pela prefeitura, a atual gestão municipal encontrou um impasse de R$ 115 milhões para ser contornado com o Consórcio TransBrasil, responsável pela obra do corredor de BRT na Avenida Brasil.
TRÂNSITO
No mês passado, motoristas começaram a enfrentar lentidão na Avenida Brasil durante a ampliação do trecho de interdição na via para obras do BRT Transbrasil. A intervenção passou a ocupar 5 quilômetros de extensão da pista central da via, entre as passarelas 9 (Bonsucesso) e 17 (Cordovil), no sentido Zona Oeste. No entanto, o diretor de Operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, o trânsito registrado foi dentro do esperado.
Para minimizar os impactos no trecho de interdição, a pista central sentido Centro ainda opera com duas faixas no sentido Zona Oeste. Porém, caminhões e carretas estão proibidos de utilizar as faixas reversíveis.
Além disso, para dar continuidade às obras do BRT Transbrasil, retomadas oficialmente em abril, um trecho de 1,5km da pista central da Avenida Brasil, na altura de Ramos, foi totalmente interditado, no sentido Zona Oeste. O bloqueio, que ainda acontece entre as passarelas 12 e 14 — da Ilha do Governador até o Trevo das Missões — tem previsão de durar 12 meses. Durante este período, a pista central do sentido Centro opera com duas faixas reversíveis. No primeiro dia das interdições, o trânsito ficou intenso, mas sem muitas complicações.
Com a interdição do trecho, por onde passavam cerca de 155 mil veículos por dia, a via teve sua capacidade de tráfego reduzida em 40%, segundo Joaquim Dinis.
Anteriormente, dois trechos da pista central da Avenida Brasil, que foi ocupada por obras de implantação do BRT Transbrasil (Deodoro-Centro), foram liberados aos motoristas em julho do ano passado. A liberação da via ajudou no trânsito durante as Olimpíadas da Rio 2016. Com abertura das pistas entre o Caju e a Ilha do Governador e do Trevo das Margaridas ao Trevo das Missões, os ônibus passaram a circular, em cada sentido, com duas faixas exclusivas, em vez de uma, como no passado. As novas faixas seletivas foram usadas para receber a família olímpica (delegações e carros credenciados para os Jogos).
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Márcio Alves / Agência O Globo