Depois de passar pela Avenida Rio Branco, no Centro, visitar o Maracanã e o Museu Nacional (antes do incêndio), passar em Marechal Hermes, na Zona Norte, e adentrar o Jardim Botânico, o Rolé Carioca vai continuar na Zona Sul em seu sexto roteiro no ano, desta vez percorrendo o Parque do Flamengo. A caravana será realizada amanhã, a partir das 9h, e deve reunir 700 pessoas, segundo estimativas da organização.
O evento, criado em 2013 com o objetivo de resgatar a História do Rio com passeios culturais pela cidade, já incluiu o parque em seu cronograma no ano passado, quando o local fez parte de um trajeto maior pela Glória. Mas, agora, ele será prioridade. A caminhada começará em frente à estação do metrô do Flamengo e seguirá até o Museu de Arte Moderna (MAM). Pelo caminho, cruzará por mais cinco pontos: a Casa Julieta de Serpa, o Castelinho do Flamengo, os edifícios Seabra e Biarritz e o Parque do Flamengo, projetado pela arquiteta Lotta Macedo Soares e inaugurado em 1965.
— O Parque do Flamengo é atrativo porque é conhecido por todos e por servir de passagem para muita gente. Mas a curiosidade sobre o espaço é grande. Quando passamos por ele, no ano passado, até moradores resolveram acompanhar o itinerário, para saber do local e também da arquitetura do bairro como um todo — conta o professor de História William Martins, que divide o trabalho como guia nos passeios com o colega Rodrigo Rainha. — Nossa proposta é mostrar a cidade, indo tanto aos pontos turísticos mais famosos quanto aos lugares que ficam fora desse circuito.
O Rolé Carioca encerra seu ciclo este ano com um itinerário pelo Andaraí, na Zona Norte, e outros dois no Centro (Rua Primeiro de Março e Museu Nacional de Belas Artes). O último faz parte de um novo modelo de excursão, o Rolé Visita — lançado em 2018, é um tour localizado, que ocorre dentro de um espaço escolhido, fora da rua. Outra forma de expandir as procissões culturais para além das vias públicas se dará em dezembro, com o lançamento de um aplicativo.
— A versão inicial terá dez roteiros e notificará o usuário quando estiver em um desses pontos. Será possível circular pela cidade quando quiser — explica Isabel Seixas, idealizadora do Rolé.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior