Após o primeiro fim de semana do Rock in Rio, o público que ocupou a Cidade do Rock reclamou de problemas estruturais registrados em outras edições do festival e que ainda persistem: grandes filas para comprar alimentação e para utilizar os banheiros, falta de água e aglomerações no transporte.
Entrevistados pela Proteste Associação de Consumidores relataram que já na chegada à Cidade do Rock notaram falhas na organização: a partir das 17h, a revista era seletiva – que resultou em muitas pessoas com mochilas que não passaram pelo crivo dos seguranças – e não havia fiscalização de comprovação para meia entrada. Outro ponto negativo foi a ausência de seguranças para a revista feminina.
Entre os shows, como já era esperado, pois o mesmo acontecera nas outraws edições do festival, muitos usuários enfrentaram longas filas nos pontos de venda de alimentos e reclamaram da falta de oferta de água, refrigerante e cerveja gelados. Os mochileiros — vendedores ambulantes vendendo água, refrigerante e cerveja — que circularam entre o público encontraram dificuldades para oferecer troco e só aceitavam cartões com bandeira Visa e do Banco Itaú. De acordo com a equipe jurídica da Proteste, a restrição de meios de pagamento só é permitida se a organização do evento disponibilizar essa informação com antecedência e ampla divulgação, incluindo informações no site, e nos pontos de venda. Caso contrário, é ilegal, ressalta a Proteste, que não encontrou essas informações no site do evento.
Apesar de inúmeras reclamações, a Proteste recebeu comentários positivos sobre a limpeza dos ambientes e do banheiro, que oferecia reposição de papel constante e, apesar de ser móvel, era organizado e muito limpo. Porém, algumas pessoas chegaram a passar mais de 30 minutos na fila.
Multidão lota a passarela de acesso ao Terminal Olímpico na madrugada de sábado, após o segundo dia do Rock in Rio – Arquivo- Agência O Globo
Na saída da Cidade do Rock, mais problemas: no acesso à plataforma do BRT, a organização fez um grande corredor com grades, sem saída lateral por uma extensão de quase um quilômetro. Associados relataram que houve um princípio de correria no espaço, mas sem grandes consequências e que uma pessoa chegou a passar mal, mas pelo difícil acesso, os bombeiros demoraram a entrar.
Empurra-empurra e furtos
Conforme matéria de O GLOBO, quem deixou a Cidade do Rock no sábado de BRT enfrentou um longo caminho da saída do evento até a chegada à estação. Por volta das 2h40m da manhã, quem deixava o Rock in Rio encarou um percurso de cerca de 40 minutos a uma hora para chegar ao transporte. Usuários do BRT reclamaram da falta de policiamento no caminho e da desorganização das filas para a subida da rampa ou da escadaria que leva à estação. Empurra-empurra e furtos foram os motivos de maior reclamação.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo