Rio Comprido e Catumbi (ainda) esperam pelas laranjinhas da Bike Rio

São mais de 250 estações espalhadas pela cidade. Mas no Catumbi e no Rio Comprido não há nenhuma. Os prejudicados são os moradores destes dois bairros, que não podem usufruir como gostariam do sistema Bike Rio. O ponto mais próximo fica perto da estação do metrô do Estácio.

Para o funcionário público Pedro Augusto Souza, que mora na Rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido, ter as bicicletas à mão seria ideal.

— De manhã, vou de ônibus para o trabalho. Fico com preguiça de andar da minha casa até o Estácio, porque sinto sono e demoro cerca de 20 minutos para chegar. Se tivesse uma estação no meu bairro, seria perfeito. Na volta, pego uma bike na Praça Quinze, deixo no Estácio e vou andando para casa. É melhor do que ter que pegar aquele trânsito chato na hora do rush — diz Souza.

Segundo o funcionário público, há espaço na Praça Condessa Paulo de Frontin para a instalação de uma estação.

— Lugar não falta. E sem dúvida seria um grande sucesso, já que muita gente mora no Rio Comprido. Procuramos a subprefeitura em novembro do ano passado e eles disseram que encaminharam o pedido à prefeitura. Mas até agora nada — comenta Souza.

Morador da Rua Itapiru, no Catumbi, o comerciante Luiz Mendes considera que é normal o local não ser lembrado pelas autoridades.

— Parece que há um preconceito com o nosso bairro. Esse é só mais um projeto que o poder público esqueceu de implementar aqui. Mas temos esperança de que ainda vamos receber uma estação — critica Mendes.

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No entanto, assim como ele, os outros moradores do Catumbi e do Rio Comprido precisarão ter paciência. Em nota, a Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar) disse que um novo contrato de concessão só será assinado em 2018. O órgão informou ainda que a densidade demográfica tem peso na hora de priorizar quais lugares devem ser atendidos no próximo plano de expansão das estações da Bike Rio.

A subprefeitura do Centro, responsável pela região, afirmou que encaminhou pedido à Secpar para inclusão dos dois bairros no projeto.

O programa de bicicletas públicas demorou a cair no gosto de cariocas e turistas. Uma série de problemas levou à suspensão do sistema, então chamado Pedala Rio, em julho de 2011. Depois de dois anos e meio enfrentando furtos e falhas operacionais, foi relançado em outubro do mesmo ano pela prefeitura.

Fonte: O Globo
Foto: Guilherme Leporace / Agência O Globo
Postado por: Raul Motta Junior