Remoção de grades incomoda usuários do BRT

Desde que as grades usadas para organizar as filas nas estações do BRT foram retiradas, em dezembro passado, usuários dizem que estações como os terminais Alvorada e Jardim Oceânico têm sido palco de tumultos, principalmente nos horários de pico. Segundo os relatos, os passageiros vêm tentando se adaptar à nova realidade, mas, por falta de informação, muitas vezes se confundem, e as filas para diferentes destinos se misturam. Há também quem aproveite a falta de delimitação para passar na frente de outros.

A professora de ioga Marta da Paixão, que usa o BRT da Jardim Oceânico para ir ao trabalho, em Copacabana, é uma das que reclamam da remoção das grades, atualmente enfileiradas no Terminal Centro Olímpico.

— É tanto tumulto que algumas pessoas acabam caindo. Além disso, ninguém sabe explicar em que plataformas se deve pegar os ônibus — queixa-se Marta.

A estudante Fernanda Lemos se diz preocupada com o tumulto na Gláucio Gill:

— Sem as grades, as pessoas furam fila e tentam entrar todas no ônibus ao mesmo tempo.

O Consórcio BRT diz que o modelo de organização das filas se baseia em padrões internacionais, e que a desordem “envolve questões complexas, como educação”. Segundo o grupo, casos como o de um homem que chegou a usar grades para agredir outros passageiros contribuíram para a decisão de removê-las.

O Consórcio frisa ainda que, entre janeiro e abril, segundo dados das redes sociais do BRT e do 0800 Fale Ônibus, o número de reclamações sobre casos de desordem nas estações de BRT caiu de 59 para oito, o que indicaria aprovação da remoção das grades.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Fernando Lemos / Fernando Lemos