O Programa Segurança Presente nas Estradas, anunciado nesta quinta-feira pelo governo do estado, tem como meta reduzir o roubo de carga em 30% a cada ano a partir da data de inauguração do projeto, o que deve ocorrer até o primeiro trimestre de 2020. A informação foi dada a empresários pelo secretário estadual de Governo, Cleiton Rodrigues, no auditório da Bolsa de Gêneros Alimentícios do estado, na Penha.
– Vamos atuar nos moldes e modelos da Lei Seca com blitzes móveis. Vamos integrar 11 órgãos do Estado. A exemplo da Lei Seca, teremos a gravação da operação. Aqueles que forem abordados serão filmados. Teremos várias equipes que atuarão 24 horas por dia. Estamos em conversa com a Polícia Rodoviária Federal para que nos dê todo o apoio nas rodovias federais – antecipou Cleiton Rodrigues.
A estimativa de gastos com pessoal é de R$ 1,7 milhão por ano por equipe do Segurança Presente nas Estradas. Já os equipamentos, como motos, carros, coletes e scanners, custarão R$ 3,9 milhões para cada equipe.
– É um projeto caro. Precisamos colocar o máximo de gente na rua para que protejam as cargas. Estamos falando em prejuízos anuais de quase R$ 10 bilhões no estado. Mandaremos mensagem para a Alerj e será criado um fundo estadual para o projeto Segurança Presente, que poderá receber dinheiro público ou privado – disse o secretário.
Entre os órgãos envolvidos na operação, estarão a Secretaria de Governo, a Controladoria Geral do Estado, as secretarias de Polícia Militar e Civil e a Secretária de Fazenda.
Segundo o governador Wilson Witzel, empresas já sinalizaram a intenção de doar R$ 500 milhões para o fundo de fomento das operações Segurança Presente. Ele acrescentou que o objetivo do programa é combater o roubo de carga, mas também reduzir a entrada de produtos piratas no Rio de Janeiro:
– Esse programa Segurança Presente nas Estradas será um programa realmente inovador no país. O governo vai colocar dinheiro, e algumas empresas já se prontificaram a fazer investimentos. Ofereceram investimentos na ordem de R$ 500 milhões. Temos que fechar as estradas do Rio para evitar o ingresso desses produtos pirateados.
O programa Segurança Presente nas Estradas será criado, a princípio, com agentes que já atuam nas rodovias estaduais nas barreiras fiscais. De acordo com Cleiton Rodrigues, cerva de 300 agentes que atuam nas barreiras formarão oito ou nove equipes, sem custo adicional para o governo estadual. Já as barreiras fiscais, programa hoje administrado pela Secretaria de Governo, passará para a Secretaria de Fazenda.
– Esse programa é a remodelagem da Barreira Fiscal que hoje conta com aproximadamente 300 agentes da Secretaria de Governo. Acredito que, sem aporte financeiro da iniciativa privada. que a gente inicie com oito ou nove equipes com o efetivo que temos hoje. Vou tirá-los da Barreira Fiscal e vou trazê-los para a estrada – explicou o secretário de governo, Cleiton Rodrigues.
Responsável pelo programa, o secretário acrescentou que o governo tem uma meta de conseguir arrecadar pelo menos R$ 500 milhões com a iniciativa privada.
– Como estamos no Regime de Recuperação Fiscal e não podemos ter aumento de despesa, a gente cria o fundo para que o grande montante de recursos do programa venha da iniciativa privada. R$ 500 milhões são uma meta (de arrecadação no fundo). Pode ser R$ 1 bilhão – frisou o secretário.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior