Prefeitura pretende construir reservatório para água das chuvas no Jardim Botânico

A prefeitura do Rio planeja construir um reservatório para armazenar águas de chuva na Rua Jardim Botânico, na altura da Rua Pacheco Leão, até a Praça Santos Dumont, na Gávea, até 2020, de acordo com a secretaria municipal de Conservação (Seconserma). A medida, anunciada nesta terça-feira pelo prefeito Marcelo Crivella durante uma coletiva de imprensa, evitaria os alagamentos na região, “desaguando gradativamente a água excedente na Lagoa Rodrigo de Freitas”, explicou a pasta. Ainda não há estimativa de custos e data para o início das obras.

“Neste momento, a Rio-Águas se dedica a revisão dos estudos hidrológicos e ao detalhamento do projeto hidráulico, fatores imprescindíveis para a contratação das intervenções”, justificou a pasta.

O reservatório anunciado é parecido com os cinco construídos na Grande Tijuca. Porém, em vez de formato de piscinão, seria feita uma galeria de drenagem enterrada ao longo da Rua Jardim Botânico, diz a secretaria. “Por conta dos entraves no trânsito que a obra poderia provocar na região, o prefeito Marcello Crivella solicitou ao órgão que uma nova versão do projeto conceitual seja formatada, passando por dentro do Jockey Club Brasileiro – o que permitiria também que a vazão da galeria fosse ampliada, significando capacidade maior para acúmulo de água”, garante a pasta.

A promessa é que, com a intervenção, além da construção da galeria, a Rua Jardim Botânico também tenha a rede de microdrenagem redimensionada. Outras três galerias de drenagem menores estão previstas neste projeto, integradas à galeria maior, para completar o sistema de combate a enchentes na região: na Rua Pacheco Leão, para captar as águas do Rio Algodão; no extravasor do Rio dos Macacos; e uma no Canal da Rua General Garzon.

A prefeitura diz que também planeja aumentar o nível da Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, na altura do Parque dos Patins. Segundo a Secretaria de Conservação, o ponto de alagamento existente ocorre por conta da “cota baixa” deste trecho, que seria solucionada com essa intervenção – o que faria a pista chegar a uma altura de um metro em relação ao nível atual.

Outro ponto monitorado pela Fundação Rio-Águas, o trecho na altura da Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, próximo ao Cantagalo, também está nos planos do órgão, para que o bolsão d’água seja eliminado de forma definitiva. A solução nesta localidade é redimensionar a rede de microdrenagem, a adequando à necessidade local da região e evitando os constantes alagamentos provocados por grandes precipitações.

Piscinões armazenam 119 milhões de litros
De acordo com a prefeitura, as obras dos cinco piscinões já foram concluídas e os reservatórios estão operando. Na próxima sexta-feira, Marcelo Crivella deve inaugurar a obra de desvio de parte do curso do Rio Joana, já finalizada. A conclusão desta fase possibilitará a ligação do novo curso do rio com o braço antigo do Joana, próximo ao Estádio do Maracanã, e com a Baía.

Ao todo, o desvio terá uma extensão de 3.412 metros, sendo 2.400 metros de túnel e 1.012 metros de galeria. A obra levará parte das águas do rio, que seguiam para o Canal do Mangue, para um deságue independente na Baía de Guanabara, contribuindo para evitar o transbordamento de rios como Maracanã, Trapicheiros, Comprido e do próprio Joana, que atravessam a região da Grande Tijuca.

O sistema de drenagem criado pelo Programa de Controle de Enchentes conta com a operação de cinco reservatórios profundos de amortecimento de água de chuva, que retardam o escoamento das águas. Os “piscinões” ficam nas praças da Bandeira (um de 18 milhões de litros); Niterói (três que reservam juntos 58 milhões de litros) e na Varnhagen (um de 43 milhões de litros).

O primeiro deles, na Praça da Bandeira, saiu do papel em 2013, minimizando os transtornos num dos eixos viários mais importantes da cidade, que liga o Centro à Zona Norte. Os outros três reservatórios, que foram construídos lado a lado no subsolo da Praça Niterói, no Maracanã, foram inaugurados em outubro de 2015.

Sobre os piscinões, foi construída uma área de lazer para os moradores, com quadras de esportes e academias de ginástica ao ar livre. Já em junho de 2016, o quinto reservatório foi entregue, na Praça Varnhagen e complementou o sistema. A Fundação Rio-Águas é responsável pela operação dos cinco equipamentos, que juntos têm a capacidade de armazenar 119 milhões de litros de água de chuva.

A construção dos reservatórios foi a solução técnica encontrada pela prefeitura para receber a água das chuvas, servindo para amortecer os grandes volumes em momentos de pico, principalmente no período mais chuvoso, durante o verão. A água é armazenada e liberada de forma controlada, evitando enchentes.

Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior