Prefeitura do Rio tenta atrair financiamento privado para paradas LGBT

Sem recursos aplicados diretamente nas paradas LGBT da cidade este ano, a Prefeitura do Rio afirmou que abriu um caderno de encargos, por meio da RioTur e da Rio Eventos, para atrair financiamentos da iniciativa privada para viabilizar os eventos, “como solução à crise financeira”.

“O caderno de encargos capta com as empresas privadas através da RioTur e Rio Eventos, patrocínio, assim como acontece com os blocos de ruas, no Carnaval”, disse a Coordenadoria de Diversidade Sexual da Prefeitura.

Nesta quarta-feira, o Município, por meio de nota da coordenadoria, voltou a afirmar que oferecerá apoio “técnico e logístico” para o evento, mas não recursos. “Além das tradicionais passeatas de Madureira e Copacabana que vão contar com o apoio técnico e logístico da Prefeitura do Rio, outros movimentos receberão pela primeira vez na história suporte do município, como exemplo, as paradas da Rocinha, Maré, Vila da Penha, Campo Grande, Sepetiba, Vista Alegre, Complexo do Alemão, Rio das Pedras e Cordovil, através das superintendências regionais, em parceria com a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual”, informou o órgão.

Segundo a prefeitura, a Parada Gay de Madureira, organizado pelo Grupo Igualdade para Todos, já está recebendo todo o suporte da Prefeitura para que o ato seja realizado em junho. “O Grupo Arco-íris, que organiza a passeata de Copacabana, ainda não apresentou a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual o projeto para o evento de 2017, com os custos”, alegou o órgão.

AS PARADAS LGBT NO RIO DESDE OS ANOS 1990

Segundo a nota da prefeitura, o Coordenador de Diversidade Sexual diz que “a solução para crise é a criatividade”.

Organizadores da parada de Copacabana e ativistas se queixa, por outro lado, que a falta de recursos da prefeitura dificulta a logística da parada, que envolve a aquisição de tendas para postos de saúde, aluguel de trios elétricos, de pontos fixos para policiamento, seguranças particulares e até no recolhimento de sinais de trânsito posicionados ao longo da Avenida Atlântica.

No ano passado, o evento recebeu R$ 340 mil de financiamento da prefeitura. Já o ato em Madureira teve ajuda de R$ 300 mil.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta junior
Foto: Mônica Imbuzeiro / O Globo