Relatos de perrengues causados pelas chuvas se acumulam nas redes sociais do carioca, que se viu em meio a alagamentos e bolsões d’água na volta para casa, na noite desta segunda-feira.
A professora Carmen Migueles relatou momentos de caos por volta das 20h entre os motoristas que ficaram presos dentro do Túnel Rebouças, que une as zonas Sul e Norte da cidade. O sistema de ventilação dentro do túnel parou de funcionar, e muitas pessoas passaram mal com a concentração de monóxido de carbono liberado pelos carros.
“Engarrafamento monstruoso no Túnel Rebouças por causa de alagamento na Lagoa! Ventiladores quebrados! O nível de monóxido de carbono faz o ar irrespirável! Pessoas já passando mal por intoxicação desse perigoso gás! Uma moça vomita perto de mim! Ninguém coordenando o desligamento dos motores! A situação ficando cada vez mais grave! E parece que ninguém fechou a entrada do túnel! Vai ter camara hiperbarica para todos nós hospitais da vizinhança? Socorro!”, postou Carmen em sua página no Facebook.
Gisela Cassimiro passou a noite em claro. Ela não conseguiu voltar pra casa, teve que dormir na creche do filho pequeno, a Acalanto, em Botafogo. Quando foi buscá-lo, na noite desta segunda, o local já estava alagado. Dois bebês ainda em fase de amamentação tiveram que pernoitar na creche também.
Já o empresário Carlos Eduardo Pollhuber só conseguiu buscar na manhã de hoje a filha de 18 anos na PUC, onde ela ficou ilhada desde a noite desta segunda:
— Por volta das 2h, quando a chuva acalmou, tentei pegá-la, mas me deparei com pontos de interdição na Lagoa e no Jardim Botânico e tive que voltar para Botafogo. Hoje, às 6h, consegui chegar à PUC sob forte chuva e passando por vários pontos muito alagados. Na volta, deixei colegas dela em casa em Ipanema, na Lagoa e Fonte da Saudade — relata Pollhuber. — Havia alagamento e interdição de pista sentido Zona Norte da Epitácio Pessoa, na altura do Parque da Catacumba. A rua Alexandre Ferreira (na Lagoa) também estava muito alagada, impedindo a passagem de carros menores. A situação ainda é muito crítica na Zona Sul.
Barco faz lotação e cobra R$ 10 por trecho
Normalmente um caminho que faria de carro (o veículo ficou no trabalho, no Centro) ou de Uber, Alexandre Donner desembarcou na estação Jardim Oceânico do metrô, na Barra da Tijuca, e seguiu de barco até o condomínio onde mora.
Algumas embarcações que normalmente fazem curtos trajetos até a Ilha da Gigoia ou pela Lagoa Marapendi fizeram lotação para deixar passageiros em pontos diversos do bairro, um dos mais afetados pelas chuvas, desde a favela da Muzema até perto dos condomínios que ficam na Avenida das Américas. Os trajetos custaram até R$ 10.
— Olhando o cenário da cidade como um todo, até que eu cheguei supebem em casa. A parte do barco foi uma aventura — relatou Donner, diretor de TI.
Transtornos continuam nesta terça-feira
Como a chuva não deu trégua nesta terça, novos contratempos marcaram a manhã do carioca, que se preparava para sair de casa. Em diversos pontos da cidade, relatos de alagamento, engarrafamento e apagões elétricos.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior