Oktoberfest do Rio mistura tradição alemã e samba na Marina da Glória

Conhecida pelas edições realizadas no sul do país e pela festa original, genuinamente alemã, a Oktoberfest ganhará pela primeira vez uma versão carioca, marcada entre hoje e domingo, na Marina da Glória. O evento, que tradicionalmente aproxima a cultura germânica do Brasil, será conduzido numa área de 15 mil metros quadrados e espera reunir 50 mil pessoas nos três dias.

A evocação ao país de origem da festa será sentida pelos visitantes de muitas maneiras, a começar pela decoração temática, uma pequena amostra do que virá pela frente. A Alemanha vai comparecer em peso com danças folclóricas, shows com repertório de música local e concurso de chope a metro (uma disputa que decide quem bebe 600ml de chope em menos tempo, usando como copo uma espécie de balão de laboratório), entre outras atrações. Falando em cerveja, são esperados mais de 150 rótulos para degustação, além de 19 food trucks, dois deles focados em comidas típicas.

— Em questão de fast food, as comidas não são exclusivamente alemãs e pegam outras partes da Europa. Venderei croquetes, por exemplo, que são mais holandeses, e éclairs, mais comuns na França. Mas terei, também, salsichões, que são típicos, joelho e carré defumados, strudel (doce germânico) e o sanduíche de linguiça, que é o prato com mais saída — enumera Richard Pavelka, dono de um dos food trucks alemães da edição, que levará para o evento 200kg de linguiça e um número de croquetes que varia entre 1 mil e 2 mil unidades.

Por ser a primeira vez da Oktoberfest no Rio, a ideia da produção do evento é apresentá-lo para um público que majoritariamente não o conhece. Por isso, houve a preocupação de mesclar tradições alemãs e brasileiras, que se traduz em atrações musicais ligadas ao samba. Enquanto a festa alemã se desenrola em um dos dois palcos montados no complexo, o Palco Alemanha, do outro lado o Palco Brasil será ocupado por nomes conhecidos do povo carioca.

Hoje, quem inaugura a brasilidade na Marina da Glória serão Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador, Maria Rita, Diogo Nogueira e Xande de Pilares; amanhã, eles cedem a vez para Elza Soares, Rogê, Thiago Martins e Revelação; no domingo, Beth Carvalho, Iza, Mariana Aydar e Mart’nália encerram as participações musicais. Do primeiro ao último dia, os DJs Marcelinho da Lua e Nicole Nandes contribuem com o rol de artistas do palco.

— O crescimento do setor cervejeiro foi o ponto que mais motivou a vinda da Oktoberfest para a cidade. Seguimos o padrão da festa na temática, mas artisticamente fugimos um pouco da proposta original para ficar mais perto do Rio. E, definitivamente, o carioca se encaixa com o samba e a cerveja — relaciona Peck Mecenas, um dos nomes que produzem o evento.

A diversão da presença alemã no Rio já está garantida para o futuro: de acordo com Mecenas, a Oktoberfest já está confirmada em 2019 e 2020, no terceiro fim de semana de outubro. No ano que vem, a festa seguirá a temática rock, acompanhando o formato realizado agora.

— Damos força ao evento para que faça parte do calendário da cidade e ajude a movimentá-la — incentiva Hanno Erwes, diretor executivo da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, uma das instituições apoiadoras do evento, além do Consulado-Geral da República Federal da Alemanha no Rio de Janeiro. — Desta vez, todas as atrações artísticas são locais, mas, se a festa se consolidar, poderemos usar nossos canais para trazer produtos e atividades propriamente alemães.

OKTOBERFEST RIO

Marina da Glória — Avenida Infante Dom Henrique s/nº, Glória. Hoje, das 17h às 5h; amanhã, das 13h às 5h; e domingo, das 13h às 23h. Ingresso: R$ 140, hoje e amanhã; e R$ 100, no domingo (para o camarote do Palco Brasil, custa R$ 220, amanhã, e R$ 200, no domingo; os de hoje estão esgotados). Classificação livre (menores devem estar acompanhados de pais ou responsáveis). Informações: 2533-9935.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior