O dia de quarta-feira foi de caminhada com obstáculos para quem quis passear pela Zona Portuária. Os obstáculos, no caso, foram a chuva e o frio. Mas nada que tirasse a disposição de quem tinha reservado o dia para desbravar o Boulevard Olímpico, que tem atraído uma multidão de cariocas e turistas todos os dias.
O produtor Luís Fernando Donadio, morador de Pilares, que foi ao Centro com a mulher, os dois filhos e um sobrinho, se equipou contra a água logo na saída do metrô:
— Compramos um guarda-chuva e cinco capas por R$ 25 e viemos curtir. Tínhamos reservado o dia para isso e valeu o investimento.
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O pedagogo Carlos Eduardo Ribeiro, de Niterói, que também tinha ido ao Porto Maravilha na terça-feira, um lindo dia de sol, garantiu que, com chuva, o passeio foi muito melhor:
— A chuva afastou muita gente. E, com o boulevard mais vazio, dá para aproveitar mais, observar as coisas com mais tranquilidade.
Ao lado dele, o publicitário Antônio Camões “dirigia” a foto da militar Melanie Ramos, que aproveitou a concorrência menor para fazer pose diante da pira olímpica, na Esplanada da Candelária:
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— Tira o guarda-chuva. Por uns pinguinhos de nada, a foto vai ficar melhor.
Ele estava acompanhado do educador e monitor de museu Mateus da Silva, que não perdeu a animação debaixo d’água:
— Não tem chuva que pare a gente. Não apagou a pira, não vai me apagar.
Abastecida com gás natural da CEG, a pira, obra do americano Anthony Howe, especialista em esculturas que se movem com o vento, permaneceu inabalável diante da Igreja da Candelária — e indiferente à água que caía do céu.
— Fiquei com medo de chegar aqui e não ver fogo — confessou, rindo, a enfermeira Mônica Amorim, acompanhada do marido e dos quatro filhos. — Era um sonho nosso ver a pira de perto.
A pira, que antes de ser inaugurada foi testada em condições climáticas adversas, resistiu bem aos fortes ventos dos últimos dias e à chuva de ontem. Mas, de qualquer maneira, não há motivo para preocupação. Mesmo que ela se apague, o fogo olímpico está preservado em seis lanternas — mantidas em lugar seguro e vigiadas pelos chamados “guardiões da chama” —, podendo ser usado para reacender a estrutura.
Já a pira do Maracanã, acesa durante a festa de abertura da Olimpíada, sexta-feira passada, foi apagada após a cerimônia, segundo o Comitê Rio 2016.
Também na Orla Conde, mas na Praça Mauá, a atração foi o show da banda Suricato, no palco Encontros, que começou por volta das 20h de ontem e teve a participação especial do cantor e compositor Erasmo Carlos. Os 18 graus que faziam não esfriaram a animação da plateia. O representante comercial Rafael Mauerberg, de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, dançava com o filho Yohann, de 7, no colo. Ambos, devidamente encasacados.
— Estamos acostumados com o frio, mas não esperava esta temperatura no Rio — disse Rafael.
Fonte: O Globo
Foto: Bárbara Lopes / Agência O Globo
Postado por: Raul Motta Junior