Museu Nacional vai ganhar terreno para abrigar laboratórios e centro de visitantes

O Ministério do Planejamento vai ceder um terreno de 49,3 mil metros quadrados que pertence à União para que o Museu Nacional retome suas atividades. A ideia é que o local abrigue um centro de visitação e dois laboratórios de pesquisa. O prédio do museu foi destruído num incêndio no dia 02 de setembro. A área fica na Rua Bartolomeu Gusmão, nº 873 a 1035, em São Cristóvão, mesmo bairro que abrigava o museu.

O terreno será dividido com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que ficará com uma área de 10 mil metros quadrados. Em troca, o Tribunal repassará R$ 2,2 milhões do Fundo de Penas Pecuniárias para a criação do centro de visitação e dos laboratórios. Ele também será responsável por cercar a área para o Museu. Num primeiro momento, os laboratórios serão montados em contêineres.

— O museu e o TJRJ estavam pleiteando o terreno. Propusemos, então, uma parceria entre eles para dividir a área. Eles aceitaram e conseguimos, assim, resolver dois problemas — afirmou o secretário do Patrimônio da União, Sidrack Correia.

— Nossa primeira ação será instalar os laboratórios para que nossos funcionários voltem a trabalhar. E em 2019 já queremos inaugurar o centro de visitação do museu destinado a estudantes. Anualmente recebemos 20 mil alunos de 600 escolas do município — informou o diretor do Museu Nacional, Alexandre Kellner.

Kellner disse que a instituição está pleiteando junto aos deputados federais da bancada do Rio de Janeiro emendas parlamentares no valor de R$ 50 milhões para a reconstrução do prédio.

De acordo com o diretor, os deputados foram “sensíveis” ao pedido e este valor seria incluído no Orçamento da União em 2019.

— Ontem nós tivemos uma reunião, através da UFRJ, com a bancada de deputados do Rio de Janeiro. Eles foram extremamente sensíveis, e nós estamos falando na ordem de R$ 50 milhões — afirmou o diretor do Museu Nacional.

Segundo ele, este valor seria destinado para a recuperação da parte mais histórica, onde eles gostariam de iniciar a restauração.

— Esses R$ 50 milhões seriam destinados para recuperação daquela primeira parte do palácio, aquela parte mais histórica, onde você tinha sala do trono, sala do imperador, os aposentos. Então, essa é a parte que nós queríamos iniciar a restauração — explicou.

Alexander Kellner disse ainda que até o momento o governo federal repassou R$ 8,9 milhões à Universidade Federal do Rio de Janeiro, responsável pela administração do museu, para que os pesquisadores consigam entrar no prédio e recuperar o que sobrou de acervo nos escombros.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior