Marina Colasanti lança segundo volume de ‘Classificados e nem tanto’

Em 2008, quando lançou “Classificados e nem tanto”, com xilogravuras de Rubem Grilo, Marina Colasanti bateu recorde de vendas. Dez anos depois, a escritora se prepara para publicar o segundo volume pela Galeria Record. A obra reúne poesias curtas para crianças e adolescentes.

— O primeiro livro foi muito especial, principalmente pela parceria com o Rubem, que fez um trabalho primoroso. Sentíamos que ele renderia ainda mais. Daí surgiu o segundo volume, que esperamos que encante tanto quanto o anterior. Apesar de ser voltado para crianças e adolescentes, o livro original agradou, também, a muito adultos — afirma Marina.

Aos 80 anos, com mais de 70 livros publicados e 44 prêmios, a escritora segue produzindo sem parar. Em 2018, pretende publicar outros dois trabalhos inéditos. Um deles é o livro de poesia adulta “Mais longa vida”. O outro chama-se “A cidade dos cinco ciprestes”.

— É um livro inusitado, que conta cinco histórias diferentes a partir de um mesmo início. A ideia é comprovar a postura teórica, que não é só minha, de que as histórias estão todas ligadas — afirma.

Também este ano, “Eu sozinha”, publicação que marcou a entrada oficial de Marina Colasanti na literatura, há cinco décadas, ganhará uma reedição comemorativa.

— Quando lancei essa obra, ela foi classificada como um livro de crônicas, mas não é exatamente isso. Trata-se de uma história sobre solidão, em que os capítulos se revezam entre solidões do presente e do passado. Ao relê-lo tantos anos depois, me dei conta de que o meu pensamento manteve-se numa mesma linha — destaca a escritora.

Marina é casada desde 1971 com o também escritor Affonso Romano de Sant’Anna, com quem teve duas filhas: Marina e Alessandra.

A segunda vem fazendo trabalhos de sucesso em diferentes meios e cita a mãe como uma de suas grandes influências. Como atriz, foi um dos destaques da série “O mecanismo”, da Netflix, em que interpretou a ex-cafetina Wilma Kitano. Também escreveu três episódios e atuou na série “Desnude”, do GNT, produzido pela Conspiração Filmes, que ganhará segunda temporada. Além disso, Alessandra assumiu no mês passado uma coluna quinzenal na plataforma digital Hysteria, um projeto também da Conspiração. Chamada “Entrevista com o objeto”, a cada texto ela dialoga com um bem de consumo referente ao universo feminino. Na entrevista com o sutiã, por exemplo, citou trecho de um dos poemas da mãe.

— Sempre conversamos muito em casa sobre os nossos trabalhos. Algumas pessoas acham que, pelo fato de ser filha de escritores, eu poderia me sentir inibida com os meus pais. Mas, na realidade, é o oposto. Sempre tive muito apoio dos dois — comenta Alessandra.

No teatro, ela assina a direção do espetáculo infantil “Bita e a imaginação que sumiu”, que reestreia no próximo dia 20 no Theatro Net Rio, em Copacabana.

— Minha mãe sempre foi uma grande influência. É, também, a estrela das minhas redes sociais. Sempre que publico algo com ela, é certeza de recorde de audiência e comentários — conta a filha, orgulhosa.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior