Luiza Cardim Galvão começou a praticar caratê há apenas cinco anos. O pouco tempo não impediu a jovem, de 14 anos, de se destacar no esporte e se tornar uma das promessas brasileiras na modalidade. Ela já é faixa roxa (em dezembro será marrom) e filiada à Japan Karate Association (JKA) do Brasil e à Confederação Brasileira de Karatê-Dô Tradicional.
— Quando comecei, achava que o caratê era só um esporte, mas é muito mais. São ensinamentos que levo para a minha vida, como o respeito— diz Luiza.
A adolescente já tem a disciplina e o comprometimento de uma grande atleta. E deu uma mostra disso ao receber a primeira ligação para esta reportagem: quando a repórter lhe perguntou se podia conversar, pediu, educadamente, que a entrevista fosse feita depois, pois estava ocupada fazendo seu dever de casa.
No campeonato Pan-Americano de 2018, que aconteceu em Lima, no Peru, em setembro, ela conquistou o bronze em kumite, que é a luta da modalidade. A disputa reuniu atletas de 14 países das Américas, e esta foi a primeira vez em que o Brasil se sagrou campeão geral do evento. Já no campeonato brasileiro, Luiza foi vice-campeã em kumite e conquistou o terceiro lugar em kata, uma apresentação dos movimentos.
— Eu não esperava ter ficado em terceiro no Pan-americano; foi minha primeira competição internacional — conta ela. — Agora, estou treinando para o Brasileiro e para o Sul-Americano. Costumo praticar duas vezes na semana, duas horas por dia. Um treino é com a minha faixa etária, e outro, com os adultos. Mais perto dos campeonatos, luto aos sábados pela manhã também.
Em 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou o caratê como modalidade olímpica, e o esporte vai figurar pela primeira vez nos Jogos de Tóquio, em 2020. Luiza aspira à Olímpiada de 2024:
— É um sonho muito grande. Mas acredito que, se eu focar bem nos meus objetivos, posso conseguir.
Pai da carateca, Beto Galvão é todo orgulho. Ele diz que Luiza “é um doce”, mas, ao mesmo tempo, tem força, coragem e grande equilíbrio emocional.
— Ela é ligeira, pensa rápido, e seu tempo de resposta é bem imediato. Nesse esporte, a rapidez de raciocínio é essencial, e essa é uma das habildiades dela. Além disso, o fato de gostar do caratê a ajuda a manter o foco. Luiza é determinada — diz.
Fonte: O Globo
postado por: Raul Motta Junior