Dizem que do ócio surgem as melhores ideias. Com o economista Felipe Gentil, de 27 anos, morador do Recreio, foi mais ou menos assim, mais precisamente em um festival de food truck na Barra, numa fila, enquanto esperava para comprar, e depois pegar, um hambúrguer. Do “perrengue”, como ele mesmo classifica, surgiu a vontade de criar um aplicativo que consolidasse toda a experiência de compra presencial— do cardápio ao pedido — sem criar transtornos ao cliente. Dois anos e meio depois, surge o Badoda. Até dezembro, serão quatro eventos-teste, um deles foi no Vivo Rio. A festa delançamento será no dia 11 no Jockey, na Lagoa.
Ao baixar o aplicativo, gratuitamente, o cliente poderá escolher itens do cardápio (bebidas e comidas), adicioná-los ao carrinho de compras, cadastrar ocartão de crédito e decidir se quer retirar o pedido no balcão ou receber na mesa, tudo com QR Code. O garçom perde a função de anotar os pedidos, diz Gentil, e fica mais focado em incentivar e induzir o consumo.
— Nossa missão é valorizar a experiência de consumo. Queremos facilitar a vida do consumidor final, ao mesmo tempo que resolvemos o lado operacional. É proibido interromper o momento de diversão do cliente — resume Gentil, que trabalha exaustivamente junto com os sócios Rodrigo Fiszman, Christiano Matos e João Bernardo.
Gentil explica que captou até agora cerca de R$ 300 mil com dois investidores e que até o fim do ano pretende abrir um novo round de investimentos. O objetivo é que o Badoda ganhe penetração social e tenha adeptos em outros estados do Brasil. Mas a expansão será gradativa. O aplicativo vai funcionar, primeiramente, em festas da Barra e da Zona Sul, e só depois chegará a restaurantes.
— Temos que ir nos adaptando. Queremos conversar muito com os clientes, para ter sempre a melhor solução para eles. A partir do feedback nos primeiros eventos-teste, criamos adaptações e reduzimos o nosso risco de errar. Trabalhamos com técnicas para desenvolver soluções a partir dos problemas. Investimos muito em tecnologia, e o nosso sistema tem baixíssimo índice de erro — explica Gentil.
Equipe faz testes exaustivos no aplicativo antes do lançamento – Analice Paron / Agência O Globo
Objetivo e pragmático, o economista dá vazão a seu lado jovem no nome do aplicativo. Badoda não nasceu de um brainstorm, tampouco de uma reuniãocom os sócios. Surgiu quando ele e um amigo brincavam, há cerca de nove anos, de dar nomes aleatórios a um cabo de telefone todo destruído. Do nada, Gentil falou Badoda e, desde então, ficou com a palavra na cabeça. Poderia ser nome de cachorro, ou até de um filho, brinca ele, mas virou o nome de seu primeiro aplicativo.
Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Analice Paron / Agência O Globo