Estudiosos e intelectuais se reúnem para discutir ações de agentes federais

A ação das Forças Armadas no Rio de Janeiro deve ser apoiada e acompanhada de perto pela sociedade civil. A ideia foi apresentada, na semana passada, pelo diretor-executivo da organização Viva Rio, Rubem César Fernandes, durante encontro no Rio com os ministros da Defesa, Raul Jungmann; da Justiça, Torquato Jardim; e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sergio Etchegoyen.

A partir daí, criou-se uma comissão, formada por estudiosos de segurança pública, intelectuais e representantes da área empresarial, que se reúne, nesta quinta-feira, pela primeira vez, às 12h. No encontro, será divulgado o “Compromisso com o futuro do Rio”, que estabelece metas até 2022 e propõe ações de apoio a campanhas de solidariedade às vítimas da violência, de análise e acompanhamento das operações militares em curso e de esclarecimento do público.

Segundo o antropólogo Rubem César Fernandes, o objetivo é reunir moradores do Rio para formar uma espécie de “esquadrão” a serviço da sociedade. Além do próprio Rubem César, são membros da comissão executiva: o empresário Cristian Nacht, a cientista social Ilona Szabo, diretora do Instituto Igarapé, o cientista político Leandro Piquet Carneiro e o advogado Marcelo Trindade.

Já o conselho consultivo tem 11 integrantes: o diretor do Rio de Paz e pastor evangélico Antônio Carlos Costa; o bispo de Nova Iguaçu, dom Luciano; o economista Edmar Bacha; o delegado e ex-chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso; a cientista social Letícia Piccoloto; o advogado e ouvidor da Defensoria Pública do Rio, Pedro Strozenberg; o publicitário Roberto Medina; o sociólogo Simon Schwartzman; o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Ubiratan Ângelo; o empresário Walter Matos; e o economista Marcos Lisboa (coordenador do conselho).

De acordo com o Viva Rio, no momento de crescimento de “uma violência anárquica e sem limites”, o grupo entende que a presença das forças federais no Rio é bem-vinda. Mas a sociedade precisa ter um papel atuante e se manifestar, acompanhado e avaliando os resultados.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior