Uma Copa do Mundo em que a atenção não está na bola, mas no som do berimbau e no gingado dos participantes. Assim será a oitava edição do Intercâmbio Roda Mundo Capoeira, realizada de dois em dois anos pelo Grupo Senzala Capoeira desde 2004.
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O objetivo do encontro, que acontecerá no Clube Copa Leme, entre os dias 18 e 21, é promover atividades em torno do esporte, como rodas de capoeira, aulas de percussão, shows, danças folclóricas, palestras, oficinas de instrumentos, espetáculos de dança e intercâmbios com grupos de capoeiristas e mestres brasileiros e estrangeiros. O evento terá ainda atividades gratuitas para o público, como rodas e aulões de capoeira e percussão na orla da Praia de Copacabana.
— Nosso objetivo é promover uma troca de experiências entre os atletas de fora e os daqui. Durante o evento, eles poderão interagir e ver de perto a malemolência e o gingado brasileiros — conta José Luiz Ramos, o mestre Ramos, organizador do evento e responsável pela escola do Grupo Senzala.
Segundo Ramos — que, desde 1995, coordena centros de capoeira em Minas Gerais, Cuiabá, Campinas, Belém e em países como Estados Unidos, Itália, Espanha e Eslovênia —, a proposta do encontro é aprimorar a arte e a cultura populares, difundindo e resgatando manifestações como maculelê, samba de roda, capoeira, ciranda, coco e jongo.
Conhecido internacionalmente, o projeto recebe a cada evento cerca de dois mil participantes vindos de todas as partes do mundo. Nesta edição, não faltará espaço para homenagear Mestre Peixinho, que foi um dos fundadores e orientadores do Grupo Senzala. Ele faleceu em 2011, deixando um legado no universo capoeirista.
A programação gratuita será nos dias 19 (às 20h30m) e 21 (às 13h) com percussão e roda de samba e roda de capoeira na praia, respectivamente.
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O ingresso para todos os dias do evento custa R$ 300 e dá direito a uma camisa. Também é possível assistir apenas a algumas apresentações. Neste caso, o valor da entrada diminui: R$ 250 (três dias), R$ 180 (dois dias) e R$ 100 (um dia).
— Com esse intercâmbio queremos mostrar que a capoeira é mais do que um jogo. É uma cultura que herdamos dos escravos e que lutamos para manter viva — explica Mestre Ramos.
Fonte: O Globo
Postado por: raul motta junior