Crise fiscal derruba preços no Rio de Janeiro

Na contramão do país, que vive uma aceleração dos preços, o Rio de Janeiro continua a conviver com a queda da inflação. A prévia oficial da inflação, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, mostrou que a região metropolitana do estado registrou deflação ainda maior em agosto, fechando o mês a – 0,16%, ante – 0,13% em julho. Além dela, a úncia outra região com índice negativo foi Fortaleza, com -0,02%.

— É bastante compreensível que este seja o resultado [da região]. O Rio vive um caos no funcionalismo público, o estado está enfrenta uma crise financeira seríssima, e isso certamente afeta o quadro econômico — explicou Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da distribuidora de fundos Órama.

Impulsionada pelas carnes (-5,85%) e pelas passagens aéreas, mais baratas, em média, 18,95%, a queda faz da região a única entre as pesquisadas que apresentou descompressão mais acentuada nos preços.

O desemprego no Rio de Janeiro também é um dos fatores que contribui para esse resultado, já que as pessoas, sem salário, passam a consumir menos, e contribuem para a queda dos preços. De abril a junho, a taxa de desocupação subiu para 15,6% no Rio, ante 14,5% no período de janeiro a março.

MAIOR ALTA DA INFLAÇÃO

No lado das altas, o destaque ficou com a região metropolitana de Salvador (0,59%). Com os preços da gasolina subindo, em média, 15,67% e os do etanol, 8,24%, a alta foi puxada pelo aumento dos combustíveis (13,28%).

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior