Em dias de sol, cariocas gostam de praia, mate gelado e biscoito Globo. Clichê ou não, o tradicional roteiro pela orla dividiu as atenções no período Olímpico e, agora, no Paralímpico, com as casas temáticas de países e empresas espalhadas pelo Rio — algumas instaladas na areia da praia. Com atividades que vão de musicais a patinação no gelo, as casas se tornaram opções de lazer. A uma semana do fim da Paralimpíada, elas entram em contagem regressiva para a despedida. Nesta terça-feira, a Associação Comercial do Rio premiou as melhores Casas de Hospitalidade em seis categorias (legado, inovação, confraternização, promoção cultural e de negócios e a favorita do público).
A Casa do Vôlei, instalada na Escola Municipal Cícero Penna, em Copacabana, ganhou o prêmio na categoria legado. A Federação Internacional de Voleibol investiu R$ 650 mil em reparos no encanamento, na rede elétrica e pintura da unidade. Além disso, foram criadas escolas de vôlei para moradores de duas comunidades, financiadas até 2020: Uma no Morro da Formiga, na Tijuca, e a outra no Forte do Leme (que vai atender jovens do Morro da Babilônia e do Chapéu Mangueira).
Um dos locais mais cheios no período olímpico, a Casa da Suíça — apelidada de Baixo Suíça pelos visitantes —, na Lagoa, venceu na categoria confraternização. Durante os Jogos, mais de 160 mil pessoas aproveitaram a patinação no gelo, o globo de neve e o simulador de um trem suíço. Na Paralimpíada, a casa continua aberta à visitação.
— Durante a Olimpíada, estava cheia, quase não dava para sentar. Já na Paralimpíada, aproveitei a comida e a música suíça — disse o administrador Gustavo Guimarães.
Na categoria inovação, a Casa da Hungria ganhou os jurados ao reproduzir cenários húngaros por meio de uma exposição interativa, no Jockey. O Rio Danúbio, símbolo da capital Budapeste, também ganhou espaço no local.
O público não ficou fora da premiação. A Casa NBA, que chegou a atrair 12 mil pessoas em um só dia, foi escolhida, pela internet, a favorita do povo. Com filas quilométricas, as pessoas encontraram lendas da NBA e ainda puderam participar de competições de enterrada. Segundo o subsecretário de Relações Internacionais do estado, Pedro Spadale, as casas bateram recorde nos Jogos Olímpicos: “Elas deixaram legados, como a reforma da Casa Laura Alvim, e a propagação de culturas”.
A Casa do Qatar, na antiga Daros, em Botafogo, venceu na categoria promoção cultural. O país foi representado por dança, música, decoração e moda. Os visitantes tiveram os nomes escritos em letras árabes, podiam fazer tatuagens de henna e saborear os pratos do chef Alex Atala. A Casa Ernst & Young, no Clube de Regatas do Flamengo, venceu na categoria promoção de negócios.
Embora a maioria já tenha fechado, oito casas permanecem abertas, com entrada gratuita.
AINDA ABERTAS
Brasil: No Boulevard Olímpico. Até domingo, das 10h às 20h.
Suíça: Na Lagoa (próximo ao Corte do Cantagalo). Até domingo, das 11h às 23h.
Alemanha: Na Praia do Leblon (Posto 10). Amanhã até domingo, das 14h30m às 21h30m.
Colômbia: No Centro Cultural do Ministério da Saúde (Praça Quinze). Até domingo, das 8h às 20h.
Grã-bretanha: Shopping Metropolitano (Barra). Até domingo, das 9h às 22h.
Japão: Na Cidade das Artes (Barra). Até segunda, das 10h às 22h.
México: No Museu Histórico Nacional (Praça Quinze). Até amanhã, das 10h às 22h.
PYEONGCHANG (Coreia do Sul): Praia do Leme. Até domingo, das 10h às 22h.
* Estagiário, sob supervisão de Leila Yousssef
Fonte: O Globo
Foto: Leo Pinheiro/Valor
Postado por: Raul Motta Junior