Blitz da Lei Seca surpreende banhistas na saída da praia

Vinte e oito motoristas foram abordados no primeiro dia da Operação Lei Seca diurna, que começou nesta quinta-feira no Rio. Na blitz, montada na Avenida Alfredo Baltazar da Silveira, no Recreio dos Bandeirantes, sete condutores apresentaram sinais de embriaguez, foram multados em R $ 2.934 e tiveram a carteira de habilitação recolhida. Outros sete foram multados por outros problemas na carteira e três carros foram rebocados em uma hora e meia de operação, que precisou ser cancelada por causa da forte chuva.

Este é o terceiro ano da operação diurna durante o verão. Até o fim do carnaval, as blitzes serão montadas nos principais acessos e saídas de praias, cachoeiras e outras áreas de lazer em todo o estado. O objetivo da fiscalização é conscientizar a população do perigo de combinar bebida alcoólica e direção.

— Desde o início da operação, em 2009, já conseguimos reduzir em 50% o numero de acidentes de trânsito. Durante as ações no verão, que teve início em 2015, 888 motoristas foram flagrados —ressalta o coordenador da ação, tenente-coronel Marco Andrade.

MOTORISTA FOI FLAGRADO

O motorista Marcos Alexandre dos Santos, de 49 anos, foi o primeiro a ser flagrado. No momento em que seu veículo foi abordado, a mulher dele estava na direção. Mas, segundo os agentes da operação, eles trocaram de lugar alguns metros antes de serem abordados. O casal fez o teste do bafômetro. O da pedagoga Shirley Calmon, de 49 anos, deu negativo. Já o do empresário Marcos Alexandre acusou índice de alcoolemia de 007.

— Eles estão corretos em fazer esse tipo de serviço, mas é preciso avaliar a abordagem porque quem estava ao volante era a minha esposa — disse, confirmando que tomou uma lata de cerveja quando aproveitava o dia na praia do Recreio.

Já o advogado Marcos Antônio dos Santos, de 56 anos, deu um bom exemplo. Ele foi parado pela primeira vez numa blitz da Lei Seca. Ele estava na praia com a família, mas optou por não tomar bebida alcoólica, já que estava dirigindo.

— Eu sou advogado, então, mais do que qualquer outra pessoa, tenho que primar pela Justiça. Da mesma forma que o cinto de segurança ajuda a salvar vidas, a Operação Lei Seca também colabora nesse sentido. Os motoristas precisam ter cautela. Depois que o povo adquirir essa postura de não dirigir depois que beber, os números vão melhorar bastante.

SEGURANÇA TAMBÉM PARA PEDRESTES

A médica veterinária Marta Pifano, de 30 anos, também voltava da praia acompanhada da afilhada. Ela foi uma das primeiras abordadas na ação, mas, como não bebeu, não teve problemas.

— Eu gosto de tomar cerveja, costumo beber socialmente, mas como estávamos apenas eu e minha afilhada menor de idade, não pude tomar nada alcoólico na praia — contou. — Acredito que a Lei Seca é boa não só para a segurança dos motoristas e passageiros, mas também dos pedestres.

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A operação vai ocorrer todos os dias da semana em locais e horários alternados.

— A imprevisibilidade continua sendo um fator primordial das ações — afirmou o coronel Marco Andrade. — Acreditamos que esse momento é necessário. É verão e, no Rio, historicamente, as pessoas têm o costume de ir à praia tomar uma cervejinha e depois voltar para casa conduzindo seus veículos. Estamos nos adaptando a essa realidade e queremos que as pessoas se divirtam sim, mas com segurança.

Desde março de 2009, quando foi lançada a operação, até a madrugada do último 31 de dezembro, foram abordados 2.393.623.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Domingos Peixoto