A batalha pela salvação do Steak

Desde sábado que o time de mais de 70 funcionários, alguns com mais de 30 anos de casa, tenta manter o Steak de pé. A clientela vem ajudando: o movimento, de repente, aumentou em cerca de 60%. Mas nossos bravos guerreiros vivem um dia após o outro: sem dinheiro para estoque e com medo de serem despejados, diariamente eles correm atrás de promoções em mercados para que não faltem carne e guarnições como batata frita, arroz e feijão. Esta semana, após um desembargador doar mignon, um médico levou queijo e presunto.

Como revelou a coluna, Elton, o dono do Steak — que está sumido há uma semana —, vinha enfrentando dificuldade para pagar o aluguel de R$ 30 mil na Gavião Peixoto. A dívida chegaria a mais de seis meses. Funcionários querem um acordo e formar uma cooperativa.

— Não estamos aqui só pelo dinheiro, mas também pelo amor aos clientes. Conhecemos muitos há mais de 30 anos e sabemos de cor seus pratos preferidos — diz Maradona, há 34 anos garçom na casa. — Meus dois filhos, depois de “papai” e “mamãe”, falaram “Steak”.

Roteirista e diretor de programas no Canal Brasil e GNT, Marcio Vianna começou a gravar depoimentos por lá para um documentário:

— Temos que preservar a memória do Steak.

O prefeito Rodrigo Neves está preocupado:

— Sempre frequentei o Steak, desde o tempo em que era líder da União Niteroiense dos Estudantes e esticávamos nossas reuniões lá. O comércio é uma empresa privada, e espero que os novos proprietários mantenham o perfil da atividade no local. Lamentaria muito o fechamento do Steak, que faz parte da história da cidade e da vida de vários niteroienses como eu.

Funcionários correm atrás para não faltar carne e chope, mas vivem o fantasma do despejo.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior