Diferentes espaços públicos do estado serão coloridos com muitas projeções durante o mês de junho. Considerado o maior festival de luzes da América Latina, o Rio Mapping Festival promete levar a mais alta tecnologia de iluminação do mundo a vários locais. O fundador do festival, Paulinho Sacramento, explica que o evento nasceu da necessidade de provocar a sensibilização de uma nova utilização dos espaços públicos.
— A proposta é valorizar esse campo de atuação, promovendo a reconfiguração de olhares sobre a arquitetura da cidade. E também promover um espaço de encontro experimental para a criação e intercâmbio artístico. Além disso, queremos atrair e ampliar o público consumidor de cultura de forma gratuita e interativa, integrando a arte digital, a música e — conta Sacramento, que também assinou a direção das intervenções de vídeo mapping realizadas no Boulevard Olímpico durante as Olimpíadas em 2016.
A organização do evento explica que a projeção mapeada é uma técnica visual na qual superfícies não convencionais, como ruas, monumentos e edifícios, são utilizadas como base para a projeção de vídeos. O resultado, ainda segundo os organizadores, é a ideia de pinturas criando ilusões de ótica exuberantes que transforma a arquitetura local durante um tempo momentâneo.
Na noite desta quarta-feira, quem teve a oportunidade de olhar para o Santuário da Igreja da Penha, na Zona Norte do Rio, já pode perceber os efeitos da primeira manifestação artística prevista dentro da programação. A projeção na igreja é um sonho antigo de Sacramento, que enfrentou os 382 degraus para levar os equipamentos.
— Nasci no pé do Morro do Adeus, em Bonsucesso. Fui criado em Higienópolis e frequentei muito, quando moleque, as festas da Igreja da Penha. A Zona Norte faz parte da minha vida. A paróquia é um lugar privilegiado da cidade, e você consegue enxergar de diversos lugares. Também será a primeira vez que ela vai ser toda iluminada — explica.
Mas, para quem não conseguiu assistir a projeção desta quarta-feira, Paulo garante que outras chances estão por vir. A programação ainda prevê mais exibições, como no dia 22 de junho, na Câmara dos Vereadores do Rio. Além da intervenção, o festival oferece oficinas gratuitas de artes digitais e integradas na Escola de Cinema Darcy Ribeiro.
— O festival tem uma vertente de pesquisa e a transformamos em oficinas, de forma gratuita. Depois os alunos juntos vão realizar uma projeção — conta Paulinho, que lembra ainda das oficinas já ministradas para os alunos da Escola Estadual Professor Clóvis Monteiro, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio, nos primeiros dias deste mês.
Projeções
13 de junho
Igreja da Penha – Zona Norte (Artistas: BPM Mapping + Jodele Larcher)
16 de junho
Ilha Grande – Costa Verde (Artistas: Chamada Aberta)
22 de junho
Câmara dos Vereadores – Cinelândia
Artistas: Marcus Vinicius (Petrópolis) + Jeremy Oury (França) + Telenoika (Espanha) + BPM Mapping (RJ) + Urutau Visual (Curitiba) + selecionados da chamada aberta
Festa convidada: Baile do Shackal sexta, das 18h às 23h – Câmara Municipal Rio
23 de junho
Escola de cinema Darcy Ribeiro – Centro (Artistas: trabalho coletivo)
24 de junho
Complexo Cultural Fazenda Machadinha – Quissamã
Artista: Paulinho Sacramento + VJ Ratón e DJ Sapucaia
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Divulgação