Novo espaço em Santa Teresa une tabacaria, restaurante vegano e loja de arte

Situado entre o Largo dos Guimarães e o Largo das Neves, em Santa Teresa, os proprietários de um novo estabelecimento aproveitaram o clima artístico e turístico da região para se instalarem e difundirem seus ideais, entre eles os da contracultura e do veganismo. Batizado de Bazá, o ponto agrega três negócios em um: é, ao mesmo tempo, tabacaria, restaurante e loja de arte. Devido à diversidade de negócios, é administrado por seis amigos.

Na entrada está a CannaBistrô Head Shop, um balcão de produtos e acessórios destinados ao consumo do tabaco, administrado por Victor Charmony e Guilherme Bartolini. Nos fundos do lugar funciona a cozinha da Toca da Pivara, comandada por Rafael Falcão e Bruno Maselli, e especializada em pratos saudáveis, que não levam insumos de origem animal. Entre os dois, há um mundo de itens artísticos, inspirados na arte popular brasileira e desenvolvidos por Isabela Carpena e Felipe Pithan, da Nau Cultural. Embora sejam bem diferentes, os estabelecimentos se juntaram para se transformar em uma unidade, de maneira que o visitante mergulhe no lugar sem distinguir os negócios.

— Apesar de ser um pouco escondido, concordamos em pegar o ponto pelo desafio que ele representa, que é o de criar o nosso próprio público. Ficar em uma área mais movimentada, como o Largo dos Guimarães, poderia diluir nossa identidade entre tantas lojas que funcionam naquele espaço, o que seria ruim — argumenta Rafael Falcão.

O que as três partes têm em comum é que nunca tiveram uma unidade física. A tabacaria existia desde 2015, até então vendendo seus produtos por meio de uma loja virtual. A Nau Cultural, com dez anos de existência, teve escritórios e mostrava seus itens em feiras e na internet. E o restaurante surgiu com a Bazá, pela necessidade de haver uma atração gastronômica. Agora, devidamente representados, os pontos apostam na autenticidade para se estabelecer.

A CannaBistrô Head Shop vende produtos variados, mas também fabrica acessórios próprios, como isqueiros, cinzeiros, chapéus e trituradores.

Na Nau Cultural, Isabela e Pithan fabricam apenas um exemplar de cada peça que produzem. Todas ficam expostas no Bazá. Ao mesmo tempo em que estão à venda, os itens vão decorando o espaço, até que sejam comprados. No rol de produtos, há esculturas, camisetas, quadros, jogos americanos e acessórios, feitos em parceria pela dupla e com um grupo de mais de 20 artesãos de todo o país. Isabela e Pithan são responsáveis pela concepção das obras, enquanto os demais artistas dão forma às criações. O preço varia de R$ 30 a R$ 500.

— Nossas peças devem se alinhar com a linguagem de cada artista, mas todas têm a mesma referência: as manifestações culturais populares do Brasil, com seus muitos lados — explica Isabela.

Pithan complementa:

— Queremos valorizar a arte popular e torná-la acessível, ao contrário das obras encontradas em galerias, que costumam ser caras.

Fonte: O Globo
Postado por: raul motta junior