Um grupo de cinco amigos, entre arquitetos e urbanistas amantes do Rio de Janeiro, reuniu-se há seis meses para discutir questões urbanísticas e propor melhorias na cidade como um todo. Logo depois nascia, em setembro, na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), o Coletivo Baixo Rio.
— Nossa proposta é elaborar estratégias para transformar o espaço urbano. Temos como premissa a participação ativa da população, além das iniciativas pública, privada e acadêmica. O objetivo é transformar a cidade num lugar melhor, mais sustentável e seguro. Temos que começar a repensar as ruas, os parques, as praças e a paisagem urbana, fazendo com que seja possível humanizar o espaço público e experimentar o encontro entre as diversas “tribos” que vivem nessa mesma comunidade — explica Lucas Araújo, arquiteto e urbanista.
Também arquiteto e urbanista, Guto Santos esclarece que o ponto de partida é o Rio Comprido (ele é o único do grupo que mora no bairro) devido à relevância e à complexidade da localidade, que fica no coração da cidade, e ao mesmo tempo é dividido por uma grande estrutura rodoviária de ligação, o elevado da Paulo de Frontin.
— O impacto negativo do seu eixo principal, a exemplo do caso do antigo elevado da Perimetral, é o xis da questão. Mas certamente as soluções possíveis não se restringem a essa estrutura. O que incomoda mesmo não é o elevado em si, mas o rio imundo que corre por baixo, o espaço público inutilizado e a degradação, a sujeira e o abandono do seu entorno — lista Santos.
Mais informações sobre o coletivo podem ser obtidas na página facebook.com/coletivobaixorio.
Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Brenno Carvalho / brenno carvalho