Logo após o término da Olimpíada, o destino do Parque Olímpico passou a ser cercado de dúvidas. A atual administração da prefeitura ainda não informou se pretende dar continuidade aos planos da gestão anterior. No âmbito federal, diz a Autoridade de Governança do Legado Olímpico, o projeto está delineado. Paulo Marcio, presidente da AGLO, responsável pelas arenas do Ministério dos Esportes, justifica a demora em implantar as atividades e lembra que Londres demorou dois anos para dar destinação aos equipamentos da Olimpíada de 2012.
— Nunca houve abandono do Parque Olímpico. O que aconteceu foi a adequação das instalações, e isso demanda tempo. Terminamos de desmontar a estrutura do Rio-2016 em fevereiro. Nosso calendário de eventos até o fim do ano já está completo — afirma.
A Arena 2, que pelo plano de legado deveria se transformar em centro de treinamento de alto rendimento, será adaptada sem uso de dinheiro público, diz o presidente da AGLO. As reformas necessárias serão herança do Game XP, uma das atrações do Rock in Rio, que está ocupando o espaço. A partir de novembro, federações esportivas deverão passar a administrar o local, e cada uma terá sua sala. Outra novidade será a instalação de um centro de estudo e pesquisa da Uerj, com o objetivo de descobrir talentos do esporte.
Para o ano que vem, Marcio cita várias negociações com vistas a trazer campeonatos importantes para o Rio:
— Queremos trazer a Liga Mundial e o Grand Prix de Vôlei, o Mundial de Ciclismo e o Rio Open de Tênis. Dentro do escopo do esporte universitário, queremos trazer também o Mundial Universitário.
O governo federal, porém, incluiu o Parque Olímpico na lista de possíveis equipamentos públicos a serem privatizados. Segundo Marcio, o BNDES, a pedido do Ministério dos Esportes, estuda modelos para o equipamento.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior