A partir da próxima terça-feira, a Cidade Universitária vai ganhar um novo sistema de transporte. Alunos e funcionários passarão a contar com bicicletas comunitárias, que poderão ser reservadas de graça através de um aplicativo de celular. Em outubro, o sistema ganhará dois carros elétricos, que também poderão ser usados para o deslocamento interno dentro do campus.
– Aqui existem alguns ônibus que fazem o transporte, mas não são suficientes. Serão 60 bicicletas em oito estações – explica Suzana Kahn, responsável pelo chamado Fundo Verde da universidade, que aplica o dinheiro do imposto da conta de luz – que ao invés de ser repassado ao Estado fica com a universidade – em projetos sustentáveis dentro do Fundão.
Segundo Suzana, com a chegada do BRT no Fundão, aumentou a circulação de pessoas na área. A ideia é que as bicicletas e os carros possam ser usados para facilitar o deslocamento na área, que possui 6 Km de ciclovia. O equipamento poderá ser usado de graça pelos estudantes e os funcionários por um período máximo de 40 minutos por vez. Os carros, com capacidade para quatro passageiros, terão autonomia de 120 km.
– Mas o objetivo é que as pessoas usem apenas para fazer o deslocamento de um pouco a outro. A forma de controle é sempre por tempo. Você não pode pegar o carro e ficar o tempo todo com ele – explica Suzana, que ressalta que a questão da segurança foi um fator determinante para escolher os pontos onde ficarão as bicicletas e os carros:
– As estações estão em locais onde ficam câmeras e de maior movimento. A empresa que ganhou a licitação para gerenciar o projeto também está ciente da importância de repor o equipamento caso tenha qualquer problema. Se as pessoas começaram a encontrar equipamentos quebrados, que não funcionam, elas deixam de usar, perde a credibilidade o projeto, então o contrato com a empresa já prevê essa reposição. As bicicletas também terão um design diferenciado, o que dificulta para uma pessoa roubar e tentar usar fora do Fundão ou revender.
O equipamento ficará à disposição entre 6h e 22h de segunda a sexta. Elas serão recolhidas nos feriados e nos fins de semana. Segundo Suzana, o projeto custou cerca de R$ 2 milhões para o Fundo Verde por três anos, mas a ideia é que ele ganhe patrocínio e se torne autossustentável. O objetivo, segundo ela, é aumentar o número de bicicletas oferecidas, e passar a liberar para o uso de pessoas de fora da UFRJ também.
– Hoje a gente calcula que o projeto vai beneficiar pelo menos 100 pessoas, mas esse número deve aumentar. A gente também vai aproveitar para desenvolver estudos com o equipamento – explica a responsável pelo projeto.
Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior