Artista plástico transforma tampinhas metálicas em obras de arte

A preocupação ambiental foi o principal motivo que levou o artista plástico Alfredo Borret a utilizar tampinhas metálicas de bebidas como matéria-prima básica para as suas obras. Segundo ele, essas tampinhas sempre foram o “patinho feio” entre os materiais recicláveis, já que não têm valor de mercado como as latas e as garrafas PET. Agora, uma década depois de mergulhar nesse universo — com uma técnica própria de colagem sobre as tampas —, Borret apresenta parte dos seus trabalhos na exposição “Se beber, recicle”, que pode ser vista até o dia 20 de outubro no Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino (Avenida Padre Leonel Franca s/n°, Gávea. Telefone: 3890-4960).

São cerca de 20 obras, entre quadros e esculturas, todas releituras de trabalhos de artistas famosos. Entre elas, “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci, e fotografias de Alan Chaves e Ronieri Aguiar.

— Existem infinitas problemáticas sociais e a que mais me preocupa é o lixo. Carrego a bandeira da reciclagem e da sustentabilidade. Já retirei mais de uma tonelada de tampinhas das ruas. Através da minha iniciativa, desperto um novo olhar para os microlixos, em especial as tampinhas de metal. Meu objetivo é chamar a atenção das empresas fabricantes de bebidas, multiplicar essa atitude e deixar o legado — afirma Borret, que já teve seus trabalhos expostos em galerias fora do Brasil.

O artista começou a trabalhar com o material em 2007. No início, produzia ímãs de geladeira, chaveiros, velas, brincos, bottons, brinquedos e jogos.

— Durante alguns anos, passei o dia em pontos turísticos da cidade, como o Corcovado, presenteando os turistas com esses brindes. Era uma maneira de divulgar o meu trabalho e agradecer pela visita deles ao Rio — comenta Borret, de 36 anos.

Formado em Marketing, o artista dedica-se hoje exclusivamente ao seu trabalho artístico. Além de suas obras, ele promove oficinas e palestras e trabalha como voluntário no Galpão das Artes Urbanas.

A exposição “Se beber, recicle” pode ser vista de segunda a sexta, das 9h às 17h. A entrada é gratuita; e a classificação, livre.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior