Obras de recuperação da ciclovia Tim Maia terminam em setembro

Dezesseis meses depois do desabamento de um trecho da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, os serviços de recuperação devem terminar em setembro. A informação é da Secretaria municipal de Obras que, no entanto, ainda não tem um prazo para reabrir a pista entre o Leblon e São Conrado. Isso porque a liberação da pista depende de autorização judicial. Em junho do ano passado, o Ministério Público Federal obteve uma liminar que condiciona a reabertura da via a realização de uma série de intervenções definidas em um laudo de especialistas da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ).

No acidente, ocorrido durante uma forte ressaca que atingiu a cidade, duas pessoas que passavam pelo local morreram: o engenheiro Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos, e o gari comunitário Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos. Ao todo, 16 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por homicídio culposo (sem a intenção de matar), mas ninguém foi condenado ou absolvido até agora.

O processo, que corre na 32ª Vara Criminal do Rio, ainda está na fase de citação dos réus, de acordo com o site do Tribunal de Justiça. Os réus são: Walter Teixeira da Silva, Luiz Otávio Martins Vieira, Fábio Lessa Rigueira, Juliano de Lima, Geraldo Baptista Filho, Marcus Bergman, Élcio Romão Ribeiro, Ernesto Ferreira Mejido e Fabio Soares de Lima, funcionários da empresa Geo-Rio, empresa da prefeitura que gerenciava a obra. E ainda Ioannis Saliveros Neto, Marcelo José Ferreira de Carvalho, Jorge Alberto Schneider, Fabrício Rocha Souza, Neu Araújo Lima, Luiz Edmundo Andrade Pereira e Claudio Gomes de Castilho Ribeiro, do Consórcio Concremat/Concrejato, responsável pela fiscalização das obras.

Ainda esta semana, a Geo-Rio fará uma vistoria no local. A Concremat Engenharia e Tecnologia S/A (que pertence ao mesmo grupo do consórcio Concremat/Concrejato) e foi responsável pela construção da pista, está encarregada da recuperação. A reforma é feita sem ônus para a prefeitura, por exigência contratual. Segundo a secretaria de Obras, o plano de recuperação que está sendo executado segue o laudo feito pela Coppe.

Todo o trajeto da ciclovia foi levantado com macacos hidráulicos para a troca dos isolamentos (amortecedores) entre os pilares de concreto e a pista. Um total de 536 pinos de neoprime, que estavam mal instalados, foram reposicionados, porque havia risco do concreto rachar com a trepidação natural do solo. Também foram trocados 4.670 metros quadrados de tela de aço que isolam as pistas, recuperadas 178 juntas de dilatação e substituídos 221 parafusos usados na sustentação da via. Pontos com falhas de emboço que deixavam as ferragens amostra receberam alvenaria e pintura protetora. Rachaduras, fissuras e pontos de quadra também foram corrigidas.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior