Hospedagem no Rio cresce quase o dobro da média nacional com Copa e Olimpíada

A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 fizeram com que o número de estabelecimentos de hospedagem no Rio crescesse quase o dobro da média nacional, uma expansão de 27,3% frente a 15% em todo o território nacional, entre 2011 e 2016. Somados, a quantidade de hotéis, pousadas, motéis, albergues, pensões e fletes pularam de 429 para 546 no período. Em consequência, o número de quartos cresceu de 31,6 mil para 38,2 mil. No Brasil, o número de meios de hospedagem subiu de 5.036 para 5.791 e o de quartos de 250,3 mil para 293,5 mil. Apesar da alta, passado o período de eventos esportivos internacionais, a rede hoteleira do Rio vem amargando níveis que ocupação inferiores a 40%, conforme mostrou reportagem de O GLOBO publicada no mês passado. Os números constam na Pesquisa de Serviços de Hospedagem, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira.

Os estados que mais expandiram sua rede de hospedagem estão no Norte do país, que concentrou nesse período grandes obras de mineração e do setor elétrico no entorno da região amazônica, como as duas usinas do Rio Madeira, a obra de Belo Monte, o maior projeto da história da Vale (o Complexo S11D, no Pará). Em Belém (PA) cresceu 51%, em Rio Branco (AC) 36%, em Porto Velho 34%.

– Não só Copa e Olimpíada ajudaram a aumentar a rede hoteleira brasileira. Tivemos incrementos significantes em capitais que não sediaram eventos esportivos internacionais porque precisaram expandir a rede para acompanhar o seu desenvolvimento econômico – explicou Luiz Andres Ribeiro Paixão, gerente da Pesquisa Anual de Serviços do IBGE.

O número de quartos também cresceu mais nestes estados: em Porto Velho subiu 35%, em Rio Branco 41% e em Belém 58%. Palmas, em Tocantis, também se destacou tanto na expansão da rede de hospedagem, alta de 35%, quanto no número de quartos, mais 59% no mesmo período.

Em todo o Brasil, em 2016, quase a metade dos meios de hospedagem consistiam em hotéis (48%), seguidos de pousadas (32%), motéis (14%), e pensões, apart-hotéis e albergues turísticos, que expandiram, cada, até 2%.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior