Vinicius Show Bar fecha para reforma no fim de maio

Os turistas que chegam a Ipanema em busca da música que levou o nome do bairro para todo o mundo acabam geralmente no mesmo lugar: Vinicius Show Bar. Mas, a partir do fim de maio, os fãs ficarão órfãos dessa opção cultural por alguns meses. O motivo é nobre. A casa na Rua Vinicius de Moraes, que há quase 30 anos mantém programação dedicada quase que exclusivamente à bossa nova, será fechada para uma grande reforma de ampliação, e reabrirá com quase o dobro do tamanho.

— Vamos anexar a casa ao lado, que já era nossa, ao bar. O projeto existe há anos, mas só agora resolvemos colocar em prática. A obra já começou, mas por enquanto os shows continuam diariamente. No fim de maio, teremos que fechar por completo para o prosseguimento dos trabalhos. A previsão é reabrir no fim de 2017 — diz Fernando Cerdeira, um dos proprietários da casa.

Quando for reinaugurado, o Vinicius Show Bar apresentará uma novidade em sua programação musical. Além da bossa nova, haverá espaço para outras atrações ligadas à MPB.

— A capacidade da casa será ampliada para cerca de 150 lugares (atualmente tem 80). Precisaremos diversificar um pouco as atrações musicais e atrair também um novo público. Claro, a bossa nova continuará sendo o carro-chefe. Ela não vai acabar nunca, é eterna — garante Fernando Cerdeira, responsável também pela curadoria artística da casa desde a fundação.

Português, seu primeiro contato com o estilo musical ocorreu quando ele tinha 17 anos e assistiu pela TV a um show de Vinicius de Moraes e Maria Creuza, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

— Fiquei encantado com aquela música. Na inauguração do bar, chamamos a Nara Leão, mas ela teve problemas pessoais e não pôde vir. A apresentação ficou a cargo do Carlos Lyra, que fez um show memorável e virou um grande amigo do bar — afirma o proprietário do Vinicius.

Entre as novidades, após a reforma, está a ampliação do palco e um camarim para os artistas.

— Acho que um dos requisitos básicos para quem trabalha nesse setor é sempre ter respeito pelos artistas. Por exemplo, ninguém toca na casa sem receber. Isso é fundamental. Sou apaixonado por música. Não sei como vou conseguir ficar meses sem trabalhar, já que a casa vai ficar fechada — conta.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta JUnior
Foto: Eduardo Naddar/ Agência O Globo