Blocos de carnaval dão início à folia neste domingo

Em meio a jovens purpurinados, instrumentos musicais e fantasias já bem elaboradas, os blocos rua estão dando, aos poucos, seus gritos de carnaval pelas cidade. Neste domingo, a partir das 17 horas, o Tambores de Olokun realizou o seu primeiro ensaio aberto do ano no Parque do Flamengo, na altura do bar Belmonte. O encontro, que será todos os domingos até o carnaval, reuniu os músicos, percussionistas e as dançarinas de saia rodada do cortejo inspirado nos maracatus de baque virado de Recife. Em clima familiar, a dança e a música atraiu a atenção de quem passava pelo Parque do Flamengo. A professora Camila Mendes foi ao local para observar pela primeira vez, junto da pequena afilhada.

— Realmente curti muito. O bom é que também tenho meu próprio bloco, o “Enxota que eu vou”. Por isso me sinto em casa.

Já a dona de casa Márcia Domingueira conheceu o bloco na Praça São Salvador, onde o grupo ensaia ciranda.

— Estava aqui na praia com as minhas netas e elas reconheceram o som e uma das dançarinas. Daí decidimos ficar para dançar juntos.

Pouco depois dos Tambores começarem a se animar, o Escravos da Mauá marcava presença na Zona Portuária. Mais de mil pessoas compareceram ao Largo de São Francisco da Prainha, na Saúde, para curtir a festa que a agremiação chama de “réveillon” do grupo que ajudou a revigorar o carnaval de rua da cidade. A roda também angariou fundos para a realização do desfile oficial do bloco, que vai comemorar seus 25 anos ao som do samba enredo “A grande beleza”, de Ricardo Costa, presidente e fundador do grupo. O mecânico Eduardo Raimundo, morador de Costa Barros, conhece o Escravos há seis anos e foi um dos que bateram ponto na pré-folia.

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— Nesta mudança toda da Zona Portuária, o que mais percebi é que houve também uma mudança cultural. Essa praça, por exemplo, foi revitalizada porque as pessoas passaram a curtir aqui. Melhorou muito.

A modelo Isadora Neves, por sua vez, frequenta o Escravos há cinco anos, mas lembra de, quando pequena, já ter vindo uma vez com a mãe. Para ela, a nostalgia é um ingrediente indispensável.

— O clima familiar é o que mais me atrai. Isso passa pra mim um sentimento de tradição.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Divulgação / Divulgação