Plataforma de inovação na Gávea leva desafios reais de parceiros para dentro da sala de aula

Eles aprendem, ajudam ONGs e ainda se engajam em uma causa. O trabalho de diagnóstico e provimento de soluções feito por alunos da Laje, plataforma de inovação sediada na Gávea, tem sido de grande valia para organizações sem fins lucrativos envolvidas com o meio ambiente e com a educação, entre outros temas. Oito projetos já entraram para o portfólio do grupo, criado há um ano e meio como braço da agência Ana Couto Branding, e hoje atuante também em São Paulo. A Praça do Teatro Ziembinski, na Tijuca, foi a mais recente beneficiada, com uma ação de revitalização conduzida pelo Rio Eu Amo Eu Cuido, no mês passado, em parceria com os estudantes.

Branding, design thinking e inovação em negócios são os pilares do conhecimento que norteiam cursos, workshops e palestras promovidos pela Laje. O Projeto Aplicado, no qual os alunos ganham um briefing real, vale para os cursos de média e longa duração e abrange até cinco etapas: diagnóstico dos desafios do parceiro; cocriação de soluções; desenvolvimento de programas de capacitação personalizados; implementação de soluções; e gestão e monitoramento do processo de implementação.

— A Laje fez o contato para fazermos parte do curso de design thinking e eles nos pediram um desafio. Um deles, que propomos dentro dos pilares de atuação do Rio Eu Amo Eu Cuido, era justamente a questão da ocupação dos espaços públicos. Nós mencionamos que havia uma praça na Tijuca sendo planejada, e que gostaríamos de agregar mais ideias para o dia da inauguração — diz Ana Lycia Gayoso, coordenadora do movimento.

Uma das propostas dos alunos foi criar uma horta no local.

— Era algo que até tínhamos pensado, mas que não ia sair do papel sem a ajuda deles. Está lá, incrível, como uma horta comunitária, sendo administrada e cuidada pelos moradores — conta Ana Lycia.

De acordo com a coordenadora, foram necessárias reuniões com moradores ao longo de um ano, para entender a vocação da praça.

— Mudando a forma como as pessoas veem o local, elas passam a agir de outra forma. Mas a ideia não era só dar um tapa no visual, mas sim fazer uma mudança estrutural pensando no que poderia garantir a ocupação da praça — frisa.

Ações anteriores envolveram organizações como o Viva Rio e um projeto de reflorestamento idealizado por Estevão Ciavatta, sócio da produtora Pindorama Filmes e produtor do programa de TV “Um pé de quê?”, do Canal Futura.

— Às vezes a ONG nos procura, outras vamos atrás. Mas, a partir do ano que vem, queremos fazer uma plataforma digital para inscrição. O mais legal desses projetos é que os alunos ficam muito felizes em ter um case real. E, como eles se dividem em grupo, um mesmo projeto pode ter até seis ideias diferentes — destaca Clarissa Biolchini, cofundadora e sócia-diretora de inovação da Laje.

Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Divulgação/ Rafael Baranda