Museu do Amanhã ganha prêmio internacional com Santos Dumont

Santos Dumont fez o Museu do Amanhã voar no International Design & Communication Awards (IDCA), uma das principais premiações do mundo para museus. Anunciada ontem no encerramento da 17ª conferência internacional “Communicating the Museum”, em Quebec, no Canadá, a medalha de ouro da instituição foi na categoria Melhor Cenografia de Exposição Temporária pela mostra “O Poeta Voador, Santos Dumont”, que tem concepção e realização da Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo, patrocínio exclusivo da Shell e apoio do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

INFOGRÁFICO: SANTOS DUMONT, O CONQUISTADOR DOS CÉUS

Ainda em cartaz — com 455 mil espectadores desde abril —, a atração tem curadoria do designer Gringo Cardia e consultoria científica do biofísico e pesquisador Henrique Lins de Barros.

— Foi um desafio muito gratificante celebrar a história desse gênio que, como todos os grandes inventores, era também um poeta: um homem que imprimiu arte à ciência de fazer o homem voar — diz Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho. — O prêmio é um reconhecimento à criatividade e à capacidade de comunicação com o público da exposição, que reaproximou Santos Dumont das novas gerações, celebrando-o como um gênio inovador que nos inspira até hoje. Com seu incansável propósito de fazer o homem voar, Santos Dumont transformou a comunicação entre os povos, alterou a relação do homem com o planeta e, numa dimensão que nos surpreende até hoje, mudou o conceito de tempo e espaço.

O museu foi finalista em outras duas categorias: Melhor Comunicação de Exposição Temporária, pela mesma mostra, e Melhor Cenografia para Coleção Permanente, pela exposição principal. Levou bronze em ambas. O IDCA é um dos mais importantes encontros de comunicação, arte e cultura do mundo, e reuniu, entre terça-feira e ontem, 250 profissionais de museus e instituições culturais da Europa, das américas do Norte e do Sul, da Ásia e da Austrália.

Gringo Cardia afirma que, na exposição sobre Santos Dumont, “as pessoas se sentem parte da história ao perceber como as criações dele e a evolução do voo têm impacto na vida delas até hoje”.
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— Destacamos o lado poético e artístico de Santos Dumont, daí o título “poeta voador”. Ele era um homem de ciências que se inspirava na arte: foram as histórias de Júlio Verne, por exemplo, que o despertaram para o sonho de voar. Mostramos que exercitar a criatividade é uma forma de impulsionar descobertas — explica o curador da mostra.

A exposição apresenta, por exemplo, duas réplicas em tamanho real: o avião Demoiselle, mais completo projeto do inventor, e o pioneiro 14-Bis, que fica na porta do museu, na Praça Mauá.

— Valorizamos a capacidade brasileira de inovar e de fazer ciência, motivando jovens e crianças para a atividade científica —afirma o curador do museu, Luiz Alberto Oliveira.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Divulgação/Leo Aversa